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Coronavírus

Após protesto, Prefeitura de Cachoeiro desiste de demitir 1500 servidores

Pouco mais de 24 horas após anunciar o desligamento de mais de 1,5 mil professores em designação temporária (DTs) e estagiários, o prefeito Victor ...

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Professores se reuniram em frente à prefeitura de Cachoeiro para protestar contra as demissões (Foto: Alessandro de Paula/AT)

Pouco mais de 24 horas após anunciar o desligamento de mais de 1,5 mil professores em designação temporária (DTs) e estagiários, o prefeito Victor Coelho voltou atrás e disse nessa quinta-feira (16) que vai revogar a demissão dos contratos temporários e que irá cortar seu próprio salário e dos secretários.

A decisão veio após um protesto de professores, no final da tarde desta quinta-feira (16), na porta da prefeitura. No mesmo horário, um grupo de professores se reunia com vereadores na Câmara Municipal.

“Estamos passando por momento crítico, muito crítico de queda na arrecadação por conta da pandemia do coronavírus. Precisamos tomar medidas drásticas, adotando diversas iniciativas e essa é uma delas: vamos cortar na própria carne”, disse o prefeito.

Demissão

Na quarta-feira (15), a prefeitura anunciou a demissão de 1.391 professores e 146 estagiários e destacou que os desligamentos iriam garantir R$ 2,5 milhões aos cofres públicos e que esse valor seria utilizado para diminuir o impacto negativo da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

De acordo com a prefeitura, os contratos serão mantidos e a administração municipal vai garantir aos profissionais uma indenização de sobreaviso, correspondente a um salário mínimo mensal, até a retomada das atividades nas escolas municipais.

Os projetos de lei que criam a indenização e reduzirão os salários do prefeito e dos secretários serão encaminhado à Câmara Municipal nos próximos dias, de acordo com a prefeitura.

A decisão foi anunciada após reunião do prefeito com os vereadores e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindimunicipal). Victor Coelho não adiantou o valor da redução dos salários e adiantou que vai cortar ainda o auxílio alimentação dos servidores comissionados.

De acordo com a prefeitura, a previsão é de que o município tenha uma queda de arrecadação de até R$ 80 milhões em 2020, sendo que cerca de R$ 50 milhões são fontes de receita do Tesouro Nacional.

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