
A conclusão é de um levantamento feito pela Coalizão Covid-19 Brasil, liderada por hospitais como Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, entre outros.
Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet, uma das mais conhecidas do mundo.
“Os achados do estudo, portanto, não sustentam a indicação do uso rotineiro desta terapia no tratamento da doença em casos graves”, afirma o grupo no texto.

No outro grupo, os pacientes receberam o tratamento padrão, que incluía medidas de suporte hospitalar, uso de outros medicamentos, como antivirais e, conforme padrão da época da realização do estudo, hidroxicloroquina.
Todos os pacientes foram acompanhados por 29 dias, entre março e maio deste ano.No Estado, a gerente do Centro de Pesquisa do Hospital Evangélico de Vila Velha e doutora em Genética, Ana Carolina Simões Ramos, explicou que seis pacientes da unidade participaram do levantamento, comandado pelo intensivista Gedealvares Júnior e pela coordenadora de pesquisa, Renata Vicente da Penha.
“Os pacientes testados tinham sintomas graves da Covid e faziam uso do oxigênio nasal ou da ventilação mecânica”, disse Ana Carolina, reforçando a importância das pesquisas.
“Elas são fundamentais, já que a medicina estava andando no escuro e, agora, a gente começa a ter a ciência fortalecendo os tratamentos adequados para a pandemia”.
Coordenador de Ensino e Pesquisa do Hospital Jayme Santos Neves, o doutor em Biologia Molecular Vinícius Nunes explicou que 49 pacientes foram testados na unidade e ressaltou a importância desses trabalhos.
“Esses artigos trazem a verdade neste cenário de pandemia. São esses resultados que nos orientam a buscar outras medicações eficazes”, reforçou Vinícius, indicando que outros quatro estudos estão em andamento no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra.