Embora a pandemia no Estado tenha se iniciado em bairros nobres e sejam de lá o maior número de registros de casos, é na periferia e em bairros populares que se concentra a maior parte das mortes.

Já no bairro Praia da Costa, em Vila Velha, onde foi registrado o 1º caso no Estado – em uma mulher que viajou para a Itália e voltou infectada – foram registrados, até ontem, 111 pacientes com Covid-19, mas com uma morte.
O grau de letalidade no bairro é de 0,9%. Somado a Itapuã, os dois bairros registraram 202 casos e quatro, das 22 mortes ocorridas em Vila Velha.
No município da Serra, que é o que registra o maior número de mortos no Estado, 45, apenas o bairro de classe média Colina de Laranjeiras apresenta número baixo de letalidade: 1,85%. Dos 54 pacientes do bairro, um morreu.
O que contrasta com o bairro José de Anchieta I, onde 14 pessoas se infectaram e quatro morreram (índice de letalidade de 28,37%).
Em Vitória, o bairro com o maior número de casos do Estado – Jardim Camburi – tem 116 pacientes de Covid-19 e registrou oito mortes. A taxa de letalidade do bairro é de 6,9%.
O bairro Joana D’Arc, com cinco infectados e uma morte, tem letalidade de 20%. Os dados são do Painel Covid-19.
Migração
No último sábado, durante coletiva de imprensa, o governador Renato Casagrande chamou a atenção para o número de mortos na periferia da Grande Vitória.
Num apelo para que as pessoas fiquem em casa e respeitem o isolamento social, Casagrande afirmou: “A maior parte dos mortos é de bairros populares. A pandemia aqui no Estado começou nas áreas litorâneas e está avançando para a periferia”.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foi procurada ontem para falar a respeito dos números, mas a assessoria informou que não há nenhum estudo sobre o assunto.
