Em meio à indefinição de quando o País vai iniciar a vacinação contra a Covid-19, uma nova alternativa aparece no mercado. É que a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) vai negociar, inicialmente, 5 milhões de doses do imunizante Covaxin, do laboratório Bahrat Biotech, da Índia.
O imunizante teve o seu uso emergencial na Índia aprovado neste domingo (3) pelas autoridades daquele país e ainda depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no Brasil.
O presidente da Associação, Geraldo Barbosa, junto de membros da diretoria da entidade embarcam nesta segunda-feira (4) para cidade de Hyderabad, capital do estado de Telangana, no sul da Índia, para conhecer a fábrica.
A viagem ao país asiático é para viabilizar a importação da vacina para o Brasil pelas clínicas privadas, no máximo em dois meses.
De acordo com Barbosa, a ideia é que a fabricante indiana libere 5 milhões de doses para o mercado privado brasileiro, que devem chegar em meados de março. Com isso, segundo ele, a cobertura vacinal no País pode se estender.
“Inicialmente a notícia era de que as clínicas privadas brasileiras não teriam doses disponíveis. Porém, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negociação.”
A Bharat Biotech possui capacidade produtiva de 300 milhões de doses, que devem atender ao mercado interno indiano e também ao sistema público de saúde brasileiro, por meio de um protocolo de intenções com o governo federal.
A tecnologia de vírus inativo, utilizada pela fabricante indiana no desenvolvimento da Covaxin, permite que o acondicionamento da vacina seja realizado entre 2°C e 8°C. A previsão de lançamento é para o mês que vem.
ESTADO
O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, comentou no domingo sobre a vacinação contra o coronavírus em uma rede social.
Na sequência de postagens, ele defendeu a imunização com dose única contra a Covid-19 para garantir uma ampla cobertura da sociedade de forma mais rápida.
“Vacinas que exigem duas doses para alto percentual de eficácia, deveriam ser avaliadas para aplicação em dose única e permitir vacinar com maior celeridade e extensão de toda a população”, defendeu o secretário.
