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Coronavírus

“Com vacina, vida pode voltar ao normal no 2º semestre”, avalia epidemiologista

Sem esconder a felicidade pelo fato de as primeiras doses de vacina terem chegado ao Estado, nesta segunda-feira (18), a professora da Universidade ...

“Com vacina, vida pode voltar ao normal no 2º semestre”, avalia epidemiologista
- Epidemiologista Ethel Maciel comemora a chegada da vacina contra a Covid-19

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Sem esconder a felicidade pelo fato de as primeiras doses de vacina terem chegado ao Estado, nesta segunda-feira (18), a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e epidemiologista Ethel Maciel frisa que a imunização não libera as pessoas das medidas sanitárias em um primeiro momento, pois nem todos estarão vacinados.

Epidemiologista Ethel Maciel comemora a chegada da vacina contra a Covid-19 (Foto: Reprodução/Instagram)Por trás do alerta, porém, há uma esperança, já que, pelas projeções, “a vida pode voltar à normalidade no segundo semestre deste ano no Estado”, como reforça Ethel.

“É um dia histórico, de muita felicidade. Aquela luz no fim do túnel ficou mais brilhante. É o começo do fim. Pelo menos, já temos uma arma para lutar contra essa pandemia que já tirou a vida de tanta gente no Estado, no Brasil e no mundo”, observou.

Para que a vida volte ao normal, ela explica que vai depender da velocidade de produção da vacina.

“O cálculo é de que precisamos de em torno de 70% de imunização da população para alcançar a chamada imunidade de rebanho (imunidade coletiva), que freia a circulação do vírus. Mas está muito longe de conseguir ter vacina para a primeira fase dos grupos prioritários, quanto mais os outros”.

Ela ressalta que o novo pedido de autorização de mais 4 milhões de doses do Butantan à Ansiva pode ajudar a acelerar o processo. “Além das duas milhões de doses da Índia. Sem a IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), que a China não enviou nem para o Butantan e nem para a Fiocruz, não podemos começar a produção”, acrescenta.

Agora, de acordo com ela, se a IFA chegar, só o Butantan consegue produzir por dia um milhão de doses, como já anunciou. “Então, a gente teria mais de 40 milhões de doses até o final de março no País”.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, não há perspectiva de vacinar toda a população no calendário esperado.

“É possível que não terminemos 2021 com toda a população adulta e idosa imunizada. Insistimos que o País precisa comprar todas as vacinas que tenham segurança e eficácia aprovadas. Quanto mais tempo demorar, mais vidas perderemos, e poderemos ter uma 3ª onda”.
 

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