Desde o início da pandemia do novo coronavírus e do fechamento do comércio no Estado, cerca de 40 mil trabalhadores perderam seus empregos no setor de comércios, bens, serviços e indústria.
Outros 120 mil funcionários tiveram seus contratos de trabalho suspensos ou carga horária e salário reduzidos.
A situação pode ser ainda pior, caso o governo estadual opte pelo “lockdown”, que é o bloqueio total das atividades, sendo permitido o funcionamento apenas do que é essencial.

“Coloquei uma em suspensão de contrato. Além disso, as contas com os fornecedores estão vencendo e não temos caixa para pagar hoje (ontem). Foi a primeira vez que abrimos, mas só estamos atendendo com hora marcada, e uma pessoa por vez”, explicou.
No setor do comércio, cerca de 15 mil pessoas já foram demitidas. Outras 10 mil estão em aviso prévio ou prestes a entrar.
Além disso, 70 mil trabalhadores tiveram suspensão/redução da carga horária. Já na indústria, o número de demissões chega a 5 mil, e de suspensão/redução de jornada a 50 mil.
Um dos setores mais atingidos em relação a demissões é o de bares e restaurantes. São 20 mil demissões. “A cada dia que passa a quebradeira aumenta”, revelou Rodrigo Vervloet, presidente do Sindicato dos Restaurantes e Bares (Sindbares).