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Coronavírus

Conselho Federal de Medicina autoriza cloroquina em casos leves

Mesmo com as divergências a respeito do uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) mantém ...

Carlos Magno Dalapicola, representante do Conselho Federal de Medicina no Estado

Última atualização

Mesmo com as divergências a respeito do uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) mantém parecer, divulgado em abril, que libera a utilização do medicamento em casos leves, desde que o profissional indique e que a decisão seja tomada em conjunto com o paciente.

No caso do médico, ele deve informar ao doente que não há, até o momento, nenhum estudo que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da Covid-19 e os possíveis efeitos colaterais.

Carlos Magno Dalapicola, representante do Conselho Federal de Medicina no Estado (Foto: Leone Iglesias/AT)O representante do CFM no Estado, Carlos Magno Dalapicola, explicou que o médico não é obrigado a prescrever, nem o doente tem de aceitar.

“A posição do conselho é essa: o médico pode prescrever e o paciente pode aceitar. Mas estão esbarrando na dificuldade de encontrar a medicação”.

Ele frisou que alguns municípios estão adotando protocolos para o uso da cloroquina, como Vitória. Nesse caso, eles recebem repasses da medicação por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

“O problema é que alguns municípios podem não querer aderir ao protocolo. Nesse caso, mesmo que os médicos prescrevam, os usuários do SUS daquele município não vão ter acesso à droga. Uma sugestão é que essa medicação pudesse estar disponível nas farmácias populares do município”.

A Sesa vem enfatizando que o uso da cloroquina não foi suspenso no Estado. “A atualização do protocolo de uso foi realizada após avaliação técnica de um grupo de médicos especialistas, que revisaram um conjunto de artigos científicos e consensos de entidades médicas, ficando estabelecido o uso somente mediante avaliação médica em pacientes hospitalizados”, diz a Sesa, em nota.

Preocupação

Em uma nota conjunta, assinada pela Sociedade de Infectologia do Estado, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia-ES, Associação Capixaba de Medicina de Família e Comunidade, Sociedade Espírito-Santense de Pediatria e Sociedade de Pneumologia do Estado, médicos demonstraram preocupação sobre prefeituras que têm divulgado a incorporação de protocolos de tratamento para Covid-19.

No documento, divulgado na última sexta-feira, é destacado que não há eficácia comprovada até o momento.

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