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Coronavírus

Coronavírus: Estado quer testar 160 mil até julho e ampliar alvos de exames

Até julho, 160 mil pessoas devem ser testadas no Espírito Santo, o que representa cerca de 4% da população, considerando 4 milhões de habitantes. ...

Nésio Fernandes avalia como positiva a possibilidade de testar 160 mil pessoas: “Somos um Estado pequeno”

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Nésio Fernandes avalia como positiva a possibilidade de testar 160 mil pessoas: “Somos um Estado pequeno” (Foto: Beto Morais/ AT - 05/03/2020)

Até julho, 160 mil pessoas devem ser testadas no Espírito Santo, o que representa cerca de 4% da população, considerando 4 milhões de habitantes. Essa é a previsão do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

Nesta conta, entram os testes feitos no Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), os realizados pela rede privada e também os testes rápidos do chamado inquérito sorológico que o Estado vai fazer nas casas, para testar imunidade de algumas pessoas a partir de um sorteio — cerca de 32 mil unidades.

Na avaliação de Nésio, é um número excepcional de testes. Como comparação, o Irã realiza média de 2.755 por um milhão de habitantes. Os EUA, 7.101 por um milhão. No Estado, a média seria de 40 mil por um milhão de habitantes.

“Somos um Estado pequeno. É uma média excepcional. Conseguiremos ter uma radiografia final e real do avanço da pandemia”, pontua Nésio.
Para alcançar a meta, o Estado já comprou 50 mil testes e vai fazer outra compra de mais 30 mil.

O secretário garante que não há exames retidos no Lacen e explica que a capacidade de testagem já gira em torno de 500 testes por dia. Em outra situação, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, já apontou que esse número pode chegar a 1.200.

Atualmente, o Espírito Santo testa um grupo de pessoas maior que o preconizado pelo Ministério da Saúde em casos de transmissão comunitária (quando não é mais possível identificar a origem da contaminação): casos graves, gestantes, pacientes com síndrome respiratória aguda grave, profissionais da saúde, da segurança, detentos com febre e unidades sentinelas.

Nésio conta que pretende, em algum momento, incluir também os chamados pacientes intermediários. “São aqueles com mais de 45 anos que apresentam comorbidades, mas que não têm uma síndrome respiratória aguda grave. Não é grave, não está internado, mas tem potencial de ser”.

Ele aguarda por um consenso de especialistas para fazer a inclusão do novo grupo, que deve mudar também as estatísticas: “Uma vez que eles também entrem no grupo, deve aumentar nossa curva de crescimento”.

Déficit

O secretário explicou que cidades com sistema de saúde mais precário devem registrar os maiores índices de subnotificação, déficit causado pela falta de testes.

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