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Coronavírus

Coronavírus mata mais que dengue e H1N1

Até bem pouco tempo, as mortes por dengue, chikungunya e H1N1 engrossavam as estatísticas no Estado. Só que esse cenário, apesar de ainda ser ...

O médico Lucas Dornelas chamou a atenção para a superlotação do sistema de saúde do Estado durante a pandemia do coronavírus

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O médico Lucas Dornelas chamou a  atenção para a superlotação do sistema de saúde do Estado durante a pandemia do coronavírus (Foto: Kadidja Fernandes/AT)Até bem pouco tempo, as mortes por dengue, chikungunya e H1N1 engrossavam as estatísticas no Estado. Só que esse cenário, apesar de ainda ser preocupante, mudou: do último dia 2 até ontem, 17 mortes foram confirmadas pelo novo coronavírus, a Covid-19. Já as outras três doenças fizeram 13 vítimas.

Este ano, até a 15ª semana epidemiológica, no último sábado, foram registrados 28 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza no Estado.

Destes, três casos são por influenza A H1N1, quatro por influenza A H3, 17 por influenza B e quatro por influenza A não subtipado. Foram registradas seis mortes: três por influenza B, um por influenza A H1N1, um influenza A H3N2 e um influenza A não subtipado.

No caso da dengue foram notificados 25.495 casos suspeitos no Espírito Santo com incidência de 634,42 casos por 100 mil habitantes entre as semanas epidemiológicas — 29 de dezembro de 2019 a 4 de janeiro e 29 de março a 4 de abril deste ano. Nesse período, foram confirmados seis mortes.

Já a chikungunya fez uma vítima fatal no Estado nesse mesmo período, de um total de 7.300 casos notificados no Espírito Santo.

Somadas, totalizam 13 mortes em um período maior, ou seja, de janeiro até semana passada, se comparada com os primeiros óbitos pelo novo coronavírus este mês.

Para o infectologista Moacir Soprani, isso demonstra que o isolamento social deve continuar, com a finalidade de reduzir o número de doentes e, consequentemente, a quantidade de internações.

“É preciso prolongar ao máximo para dar tempo de alguma destas pesquisas darem algum resultado em relação a uma droga efetiva para reduzir a gravidade da evolução da doença (Covid-19)”.

Lucas Dornelas, coordenador médico da UTI do Meridional, disse que são vários os fatores que podem influenciar no desfecho, por exemplo, em caso de superlotação do sistema de saúde, com falta de leitos para internação, equipamentos ou medicações, pacientes que teriam chances de se recuperar podem, nessas condições, morrer.

“Saúde não é ciência exata, apesar de ser menos frequente, mesmo nos mais jovens estão presentes várias doenças como hipertensão arterial, o diabetes, as doenças autoimunes e o câncer, além é claro da obesidade, que representam fatores de risco”.

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