Entre os resultados encontrados na auditoria da Secretaria de Controle e Transparência (Secont) na campanha de vacinação contra a Covid-19 está que 1.240 pessoas teriam tomado vacinas diferentes entre a 1ª e a 2ª dose.
Além disso, foi apontado que 70 doses foram registradas como um imunizante que não está disponível no País ainda, a vacina da Johnson e Johnson.
Especialistas afirmam que ainda não existem estudos que indiquem riscos à saúde por tomar doses de fabricantes diferentes. No entanto, eles garantem: quem fez isso não está imunizado por completo.

O doutor em Imunologia Daniel Gomes explica que todos os testes de proteção foram feitos baseados na imunização de cada fabricante, com duas doses de cada vacina. “Com isso, essa dose trocada não garante imunização. A pessoa precisa tomar duas doses da mesma, e respeitando o período entre elas”.
Apesar de não existir riscos além da própria falta de imunização eficaz, o infectologista Paulo Peçanha faz um alerta sobre os sintomas. “É uma doença e uma vacina nova. Quem fez isso deve ficar em observação e relatar sintomas, para que seja avaliado se pode ter ligação com as duas doses de vacinas diferentes”.
Correções
O secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Moreira Camata, explicou que ainda serão verificados se os problemas são no registro da vacina no sistema ou se houve falha por parte de vacinadores na aplicação.
Mas ele adiantou que um dos problemas acarretados por essas falhas está na emissão do certificado de imunização, já que são vacinas distintas.
“Até o dia 2 de junho, os municípios não podiam corrigir essas informações no sistema. Agora, já podem. Os certificados têm grande importância, já que poderão ser usados para conseguir emprego, fazer viagem internacional ou assistir a um show em local público”.