Sindicatos ligados a profissionais da Educação e a escolas da rede particular viram com bons olhos a sinalização do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para antecipar a vacinação de professores contra a Covid-19.
A fala do ministro foi feita durante reunião com os representantes da Frente Nacional dos Prefeitos, nesta sexta-feira (19). A expectativa é que isso ocorra até março.
O pedido era feito pelos prefeitos como estratégia para retomar a aulas presenciais no país. O ministério, no entanto, ainda não tinha concordado com a possibilidade até a reunião desta sexta.
O diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Gean Carlos Nunes de Jesus, agora torce para que o governo federal cumpra esse anúncio e antecipe o calendário de vacinação dos professores.
“Recebemos como boa notícia, porque abrir a escola para atividades presenciais é criar mais um vetor para uma doença, que ainda não se cessou. Nosso desejo era que não retornasse as aulas presenciais antes da vacina. Fomos à Justiça, mas ela teve entendimento de que poderiam voltar porque muitas das atividades sociais estavam ocorrendo, mas passamos a pleitear que os professores estivessem no grupo prioritário para vacinação”, relata ele.
A volta das aulas presenciais, afirma Gean Carlos, é algo que ainda tem dividido os estados. Enquanto no Espírito Santo os estudantes voltaram a frequentar as escolas com revezamento de alunos, em outros locais como a Bahia, isso ainda está em discussão e o governo decidiu prorrogar o decreto que suspende as aulas presenciais.
O superintendente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe), Geraldo Diório, frisou que a inclusão de professores no grupo prioritário da vacinação contra Covid-19 é uma solicitação feita pela entidade ao governo federal.
Segundo ele, foi feito um pedido na Câmara dos Deputados, em Brasília, por parte do sindicato para que as escolas sejam colocadas no rol de prioridades essenciais por parte do governo. “Seriam os dois pilares: Educação e Saúde”, explica.
“É uma solicitação do que as escolas realmente representam. Ninguém quer passar na frente. Mas, na realidade, os setores que vêm na frente hoje são Saúde e Educação”, argumentou ele, sustentando que os protocolos sanitários, adotados pelas escolas são rígidos.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Educação (Sedu), que informou que não irá se manifestar sobre o assunto.
Já a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), disse que tem defendido desde o início do processo de vacinação contra a Covid-19 que os profissionais da educação e da segurança pública devem ser priorizados.
“Caso o Ministério da Saúde (MS) confirme a antecipação, coincidirá com o pleito do Governo do Espírito Santo. A Sesa informa que aguarda informações do MS a respeito destes públicos-alvo”.
