O número de vítimas que morreram pela Covid-19 em dezembro no Estado já é o dobro da quantidade registrada em outubro, segundo o Painel Covid-19 da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
Até o domingo (27) foram registradas 662 mortes, sendo nas últimas 24 horas 13 registros. Enquanto que em outubro foram 310 vítimas fatais. Em novembro, foram 424 mortes no Estado.
Vila Velha é, até agora, o município com mais mortes: 694; seguido de Serra, com 637. Cariacica vem em terceiro com 594 vítimas, e Vitória em quarto com 585. No total, 4.941 pessoas já morreram em todo o Estado vítimas da doença.
Dezembro também já é o mês com mais casos registrados, sendo, até o momento, 49.035 casos. No pico da pandemia, em julho, foram registrados 36.827 casos.
O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes explicou que o número de vítimas fatais pode passar de 700 somente em dezembro.
“Se tivermos uma média de 25 mortes por dia, considerando mais quatro dias até o fim do ano, só aí são mais 100 mortes. Considerando que esses dias de feriadão tiveram um represamento de informações dos óbitos, pode, inclusive, passar de 100 óbitos pendentes”.
De acordo com o secretário, o que tem surpreendido neste período é o comportamento de mortes no interior do Estado.
“Os números no interior, de outubro a dezembro, foram crescendo em proporções muito grandes, em especial entre novembro e dezembro. O interior já tem 369 óbitos, e em comparação com novembro pode dobrar, sendo que em novembro foram 217 mortes”, disse.
O secretário acredita que até o fim do ano o número de mortes no interior do Estado, em decorrência da contaminação pela Covid-19, passe de 400. “Nas outras regiões, em especial a Grande Vitória, tirando Vila Velha que teve um crescimento aritmético de mortes nos últimos três meses, temos um comportamento de que os óbitos vão crescendo a cada dois meses”.
“Em setembro e outubro tivemos um comportamento parecido, assim como novembro e dezembro, tanto em Cariacica, Vitória e Serra. O comportamento nas cidades de Vila Velha e do interior é que destoa da expectativa que tínhamos”, explicou.
Para Nésio, esse crescimento de mortes no interior é decorrente da primeira expansão da doença em muitos municípios.
