Sem poder funcionar desde o dia 19 de março, o setor de academias e estúdios está pedindo ajuda ao governo do Estado para conseguir se manter, já que o período sem poder abrir será ainda maior. Na última quinta-feira (30), o governador Renato Casagrande informou que o setor ficará mais 15 dias sem funcionar.
Por isso, a Associação das Academias de Ginástica do Espírito Santo (Acages) terá uma nova reunião com o governo na segunda-feira para pedir que empresários do setor encontrem mais facilidades para acesso a linhas de créditos existentes, a juros baixos e carência de no mínimo seis meses.
De acordo com a Acages, o Estado tem 1.369 empresas do ramo e cerca de 20% corre o risco de fechar neste mês sem esse recurso. Ainda segundo a associação, o setor também prevê a demissão de 4 mil a 6 mil funcionários. No Estado, há 11.200 profissionais registrados no CREF1-ES.
“Não queremos que seja criada uma linha de crédito, mas que empresários consigam acessá-las. As exigências continuam as mesmas de antes da pandemia. Pedem, por exemplo, um imóvel como garantia e nem todos têm essa condição. Tem que desburocratizar”, afirmou o consultor da Acages, Armando Fontoura.
Mesmo sem poder funcionar, academias já estão se preparando, como a Health Center, de Vitória.
“Já compramos os termômetros digitais, máscaras, álcool em gel e as fitas para marcações das distâncias. Hoje, não estamos correndo o risco de fechar, mas as linhas de créditos serão importantes”, afirma o sócio-proprietário da academia, Carlos Andrião. Ele e a educadora física Patricia Klipel usaram máscara, durante a entrevista.
Procurado, o governo do Estado informou, em nota, que com o objetivo de reduzir os impactos econômicos da pandemia para as empresas capixabas, o Bandes, em conjunto Banestes “disponibilizarão uma linha de crédito emergencial para empresas, de todos os portes, afetadas economicamente”.
Saiba mais
Fechamento
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Desde 19 de março, as academias e estúdios de treinamento funcional, pilates ou crossfit estão fechados no Estado devido à pandemia.
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Na última quinta-feira, o governador Renato Casagrande anunciou que o setor permanecerá fechado por, pelo menos, mais 15 dias.
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Na maioria das academias, os alunos continuam pagando as mensalidades com a promessa de que o tempo será acrescido ao fim do contrato. Mas, não há adesão de novos alunos e muitos têm pedido cancelamento.
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As academias continuam tendo custos com aluguéis, manutenção, compras parceladas de máquinas, e também arcaram com os salários dos funcionários em março, antes da MP 936 do governo federal (sobre redução de jornada e salarial).
Pedido de ajuda
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Em crise, empresários do setor pedem ajuda ao governo do Estado para acesso a crédito com juros baixos e carência mínima de 6 meses.
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Além disso, a Associação das Academias de Ginástica do Espírito Santo discute com o governo a definição do protocolo com medidas preventivas contra a Covid-19 que deverá ser seguido quando o setor reabrir.
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Entre as medidas discutidas, está a limitação de um aluno a cada 10 m ou 12m, utilização de máscaras, e a medição da temperatura corporal.
Fonte: Acages e pesquisa AT.
