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Coronavírus

“Em dezembro podemos ultrapassar 500 óbitos por Covid-19”, diz secretário da Saúde

O Espírito Santo pode fechar o ano com mais 500 mortes por complicações causadas pela Covid-19. A projeção foi feita pelo secretário estadual da ...

São mais de 5,5 milhões de casos confirmados no País, sendo que mais de 4,9 milhões já se recuperaram.

Última atualização

O Espírito Santo pode fechar o ano com mais 500 mortes por complicações causadas pela Covid-19. A projeção foi feita pelo secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, em uma rede social no domingo (6). 

Na postagem, o titular de Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) comentou alguns dados da pandemia em solo capixaba, destacando que o número de registros, em novembro, o Espírito Santo ultrapassou o pico da doença, até então, ocorrido entre os meses de junho e julho.

A explicação foi feita em uma série de postagens no Twitter, nas quais, Fernandes comentou ainda sobre o comportamento das estatísticas sobre os óbitos provocados pela doença.

De acordo com o secretário, na Semana Epidemiológica (SE) 25, que foi entre os dias 14 e 20 de junho, o Estado registrou a perda de 273 vidas. Esse número caiu 80,59% na SE42 (entre 11 e 17 de outubro), quando foram registrados 53 óbitos.

No entanto, pontuou Fernandes, esses número apresentaram ritmo de crescimento, na SE48 (entre 22 e 28 de novembro) alcançamos 133 mortes, representando 48.72% do total de óbitos da pior SE25.

“De fato vivemos uma segunda expansão da pandemia no ES. Não se trata somente de observar mais casos como ocorreu na Europa no inicio da sua ‘segunda onda’. É possível que em dezembro alcancemos um resultado equivalente a maio, podendo ultrapassar 500 óbitos por COVID-19”, projetou o secretário.

Em outro ponto da explicação, Fernandes destaca que o Estado mais do que dobrou a realização de RT-PCR pelo Laboratório Central (Lacen-ES) e pela rede privada no Estado.

“Entre outubro e novembro também aumentaram outras tecnologias de testagem como ‘Testes Rápidos’ e outros testes, comparando com o mês de junho”, salientou.

Fim de ano diferente

Durante a explicação, o secretário analisa que a segunda expansão de casos foi caracterizada pela ampliação da testagem e de dois fenômenos sociais observáveis: Aglomerações de setembro (calor, praias, festas, feriados, aulas suspensas, etc) e as eleições municipais.

De acordo com ele, um terceiro fenômeno social se aproxima: festas de fim de ano com temporada turística.

“Os fatos são objetivos e concretos. Será necessário preparar-se para um final de ano diferente. Preservem os idosos do contato social não-essencial, não subestime qualquer sintoma, procure avaliação médica diante de qualquer suspeita e faça isolamento adequado até a cura”, escreveu Fernandes. 

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