No primeiro dia das blitze para flagrar falta de equipamentos em Hospitais e em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Estado, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (Simes), Otto Fernando Baptista, afirmou que não encontrou irregularidades em nove hospitais e UPAs (redes pública e privada), visitados em Vitória e na Serra.
“É o primeiro dia, mas já considero uma vitória para o sindicato, que está nessa batalha para garantir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos nossos profissionais há quase 70 dias”, disse Otto.
De acordo com o médico, além dos nove hospitais e UPAs, alguns membros do sindicato também visitaram o Hospital Silvio Avidos, em Colatina, e o Roberto Silvares, em São Mateus e também não encontraram nenhuma falha relacionada à segurança do profissional da saúde.
Otto Fernando também destaca que o tratamento das unidades em relação à população carcerária e à escolta armada também foram avaliados. “Todos os hospitais e Pronto Atendimento que visitamos estão oferecendo todo o EPI necessário aos militares que precisam entrar na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para acompanhar algum preso. Ficamos muito felizes com esse resultado”, afirmou.
Blitze em hospitais
Preocupado com o crescente número de casos de profissionais da saúde contaminados pelo novo coronavírus, o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado, Otto Fernando Baptista, anunciou que a partir desta semana começaria a realizar blitze em hospitais da Grande Vitória.
O foco principal são hospitais, unidades de Pronto-Atendimentos (PAs) e prontos-socorros da rede pública estadual e municipal. Os últimos dados do Painel Covid-19, divulgados pelo governo, mostram que até ontem 729 profissionais da saúde testaram positivo. Desses, 191 estão curados.
As blitze serão surpresas e acontecerão pela manhã, tarde, noite e até na madrugada, podendo ser simultâneas em alguns momentos. Será observada a situação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
“São mais de 600 profissionais de saúde (até segunda-feira, 27, data da entrevista). Isso está diretamente ligado a sobrecarga, a exposição, plantões de 24 horas, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, aventais”.
Caso constate irregularidades, o Sindicato irá acionar o Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho e Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa pedindo providências. Procurados, o governo do Estado e as prefeituras da Grande Vitória disseram que as denúncias não procedem.
