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Empresários defendem abertura de shoppings com horários alternativos

Os shoppings foram um dos primeiros empreendimentos a serem fechados por conta do decreto emergencial do governo do Estado para reduzir o número de ...

Homem foi agredido em shopping após confusão por causa de barulho no cinema

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Empresários defendem a reabertura de shoppings (Foto: Leone Iglesias/AT)

Os shoppings foram um dos primeiros empreendimentos a serem fechados por conta do decreto emergencial do governo do Estado para reduzir o número de pessoas nas ruas e reduzir a velocidade de contágio pelo novo coronavírus. Empresários defendem a reabertura das lojas dos centros de compras, mas com horários alternativos. 

A proposta elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) será apresentada a equipe de governo em reunião marcada para às 14 horas, desta quarta-feira (15), no Palácio Anchieta, em Vitória.

Para essa reabertura, as lojas terão que seguir um protocolo que será apresentado com a proposta de abertura do comércio. A informação foi passada pelo presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, em entrevista ao Tribuna Online, através de live no Instagram, nesta terça (14).

“Não podemos discriminar o segmento A ou B. Acho que tem que haver uma compreensão da própria população para evitar aglomerações. Claro que no shopping a probabilidade de aglomerações é muito maior do que as lojas de ruas, mas não seria concebível a Federação do Comércio fazer uma proposta para beneficiar apenas A ou B. Nós nos preocupamos com todos os segmentos comerciais do Estado e o shopping também”, afirmou ele.

Sepulcri afirmou que a abertura dos shoppings é algo que a população vem pedindo por ser um espaço de lazer, no qual a entrada é gratuita e tem muitas atrações.  

“Entendo que, se houver uma boa fiscalização da parte de segurança do shopping, eles podem abrir gradativamente, mesmo que com horários não tão extensos, como de costume. Uma hipótese é funcionar de 10 horas às 21 horas. Isso seria matéria de debate e diálogo”, disse.

O presidente da Fecomércio-ES também comentou sobre as medidas para evitar demissões que o governo federal tomou, entre elas, a autorização para reduzir jornada de trabalho e salário de funcionários. 

“Isso é necessário para o momento, até mesmo, primeiro, para o controle da epidemia. Segundo, porque não existe motivo de ter rigor de cumprir as 48 horas semanais da legislação nesse momento e, terceiro, que não temos gente para entrar nas lojas. Temos que nos readaptar a uma nova realidade de vida para que, daqui a quatro meses, possamos retormar”, explicou.

Para ele, esse é um momento de compreensão por parte do governo, empresários, trabalhadores e famílias. “Só tem esse jeito. Quem não navegar por esse rio, com certeza, está fadado a ter problemas até mesmo psicologicos. O pouco tornou-se muito”, afirmou.
 

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