O Fórum Igrejas e Sociedade, a Defensoria Pública do Estado e o Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória entregaram nesta segunda-feira (23) à secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, um documento contendo uma série de propostas para garantir a proteção da população em situação de rua no Espírito Santo contra o coronavírus.
A distribuição de kits de higienização com sabão, sabonete antibacteriano e álcool em gel para os moradores de rua faz parte das ações emergenciais propostas pelo grupo no documento entregue ao governo do Estado.
Também é solicitada a instalação de banheiros químicos para banho e higiene pessoal, bem como a disponibilização de pontos de água potável, em estádios ou outros espaços abertos, como praças e logradouros públicos.
Vigário episcopal da Arquidiocese de Vitória, padre Kelder Brandão afirma que a expectativa é de que o governo aja mais rápido para que os danos sejam minimizados e que esse grupo social fique menos exposto ao contágio.
Ao todo, o documento apresenta 26 ações emergenciais destinadas à proteção da população em situação de rua. Veja abaixo algumas das ações propostas:
• Disponibilizar locais adequados para abrigarem as pessoas em situação de rua que demandarem ações de quarentena por conta da contaminação. Ou seja, viabilizar o isolamento em tendas provisórias para doentes com sintomas leves em espaços específicos nas cidades de maior concentração da população em situação de rua. Destacando que, em tais tendas, devem ser garantidas a assistência a este grupo por profissionais da saúde e da assistência social.
• Acolher em espaço apropriado e higienizado, em caráter urgente, os idosos em situação de rua.
• Fornecer de modo contínuo insumos de proteção para trabalhadores da saúde e da assistência social e para a população, como máscaras descartáveis, álcool em gel, copos descartáveis, toalha de papel, produtos de higiene e luvas nos equipamentos e serviços que atendam à população em situação de rua.
• Solicitar que os banheiros das cidades em parques e rodoviárias sejam reabertos quando fechados e que deixem de exigir documentação e/ou pagamento para acesso no período de pandemia.
• Abrir restaurantes populares para alimentação da população em situação de rua ou entrega de marmitex, água e lanche de forma descentralizada em vários pontos das cidades.
• Realizar ações urgentes de melhoria nos dormitórios e hospedagens que abrigam a população em situação de rua, reduzindo o número de pessoas em cada quarto, garantindo maior distância entre as camas e disponibilização de camas fixas, de modo a favorecer a circulação de ar.
