Após anunciar que vai começar a vacinar contra a Covid-19 quem tem entre 55 e 59 anos, o governo definiu a quantidade de doses que vai ser separada para imunizar as pessoas que estão fora dos grupos prioritários.
O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande, na tarde desta sexta-feira (28), durante o ato simbólico que marcou o início da vacinação dos portuários e aeroportuários do Estado.
“Vamos começar a vacinar grupos prioritários com mais intensidade. A CIB [Comissão Intergestores Bipartite] decidiu que podemos vacinar a população pela faixa etária, da maior para a menor, sem comorbidade, desde que continuemos a reservar as doses para os grupos prioritários. Então, de todas as doses que chegarem agora, 10% serão para a reserva técnica para seguirmos com a vacinação desses grupos. Do que sobrar, 20% será para grupos prioritários e os 80% restantes serão para vacinar por idade”, afirmou o governador.
A vacinação começará pela faixa etária de 55 a 59 anos e, em seguida, passar para pessoas de 50 a 54 anos; 45 a 49 anos; 40 a 44 anos; 35 a 39 anos; 30 a 34 anos; 25 a 29 anos; e 18 a 24 anos.
O aval para iniciar a vacinação das pessoas fora do grupo prioritário foi dado pelo Ministério da Saúde, na quinta-feira (27), porém o governo ainda não tinha definido os percentuais de doses para reserva técnica, grupos prioritários e população fora desses grupos.
A ideia de iniciar a vacinação das pessoas fora do grupo prioritário tem sido defendida pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes. Nas últimas semanas, ele levou ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Ministério da Saúde a proposta de destinar entre 20% e 30% das doses para continuar a vacinação de grupos prioritários e as demais para avançar na vacinação por idade.
“A proposta que o Estado fez ao Conass foi debatida, amadurecida e compartilhada com outros estados, e teve grande convergência com a equipe técnica do PNI (Programa Nacional de Imunizações)”.
No entanto, ainda não há definição de data para iniciar a imunização da população fora dos grupos prioritários.
O secretário ressaltou que serão feitas pactuações com municípios para operacionalizar a mudança. “O importante é dar mais velocidade à imunização. A vacinação só de grupos prioritários, que exigem laudos e comprovações, acaba sendo mais lenta”, disse Nésio.
