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Estado descarta contar com imunidade de rebanho: “Seria genocídio”

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que o governo não vai aderir à estratégia de imunização de rebanho, adquirida por meio de ...

Estado descarta contar com imunidade de rebanho: “Seria genocídio”
- Mais de 15 milhões de pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 no Brasil.

Última atualização

(Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que o governo não vai aderir à estratégia de imunização de rebanho, adquirida por meio de um alto índice de contaminação da Covid-19. De acordo ele, cerca de 20 mil pessoas precisariam morrer, em um período inferior a um ano, para que isso acontecesse. 

“Isso não é possível. Isso seria um verdadeiro genocídio. Essa estratégia jamais será adotada pelo Governo do Estado e ela é incompatível com todos os cientistas e sanitaristas que entendam que é necessário proteger a vida para poder proteger a sociedade, a economia”, afirmou o secretário em uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda (10).

Segundo Nésio, as medidas que são capazes combater a Covid-19 já são validadas e conhecidas: distanciamento social, uso de máscaras, a vacinação e os diversos protocolos estipulados pelas autoridades da Saúde.

“Os estudos que tratam do tema da imunidade adquirida pela exposição ao vírus eles divergem muito em relação ao tempo de exposição e à frequência da reinfecção. Dessa maneira, mesmo considerando um cenário otimista, de 50% ou 60% de proteção durante um período de 8 meses da doença, nós, com 40% da população já exposta teríamos uma insuficiência de proteção necessária para poder impedir um novo comportamento de onda na sociedade”, explicou. 

Ainda de acordo como secretário da Saúde, ainda não existem estudos robustos sobre como funcionaria uma potencial imunidade protetora frente a novas variantes. “Desta maneira, a doença não deve ser considerada como significativa para evitar novas ondas. Todos os que apostaram nessa estratégia fracassaram como política de enfrentamento à pandemia”.

Nésio ainda explica que o Estado precisaria alcançar, no período inferior a um ano, cerca de 20 mil óbitos para obter uma cobertura de 8 meses significativa, de maneira que pudesse influenciar o surgimento de novas ondas e controlar, pelo desenvolvimento natural da pandemia, a doença no Estado. 

Na mesma coletiva, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Luiz Carlos Reblin, complementou a informação dizendo que, em um cenário nacional, mais de um milhão de pessoas precisariam morrer para que essa imunidade fosse alcançada. 

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