Passando por um momento crítico da pandemia da Covid-19, com alto número de mortes e de ocupação de leitos hospitalares, o Espírito Santo já tem 1.903 casos confirmados da variante britânica.
O diretor do Laboratório Central do Estado (Lacen-ES), Rodrigo Rodrigues, afirmou o número de casos confirmados até o momento refere-se ao período de 1º de dezembro até 29 de março.
Elas representam, no geral, 7,9% das amostras analisadas pelo laboratório e com diagnóstico positivo para Covid-19. Rodrigo acrescentou que esse percentual tem crescido.
“Em dezembro, 0,2% das amostras positivas que chegaram ao Lacen já eram semelhantes à variante britânica. Em janeiro, esse frequência aumentou para 1%. Em fevereiro, casos da cepa britânica já eram 6,6%, enquanto em março passou para 14,4%. Isso mostra que essa variante está praticamente dobrando a cada 15 dias no Estado”.
Rodrigo Rodrigues ainda ressaltou que o dado é somente das amostras que chegam ao Lacen, desconsiderando dados de laboratórios privados, por exemplo.
Na Grande Vitória, os testes são realizados por laboratórios da rede privada que prestam serviço para o governo estadual, por isso ainda não foram analisados todos os dados de pacientes da região.
Entre os municípios hoje com o maior percentual de circulação da variante semelhante à britânica, o diretor reforçou que estão Barra de São Francisco, Piúma, Iconha e Anchieta. “Em Barra de São Francisco, 73% entre todas as amostras vindas do município eram da variante britânica. Em Piúma, 69%”.
Quanto à possibilidade de circulação de outras variantes no Estado, Rodrigues salientou que o governo tem feito monitoramento desde o início da pandemia.
“A partir da próxima semana, vamos testar amostras para saber se há presença da variante brasileira e a sul-africana no Estado”, explicou.
Ele ressaltou que essa análise será feita por amostragem, com material coletado em locais onde pode ter concentrações de maior número de casos graves e óbitos.
A professora da Universidade Federal do Espírito Santo e epidemiologista Ethel Maciel explicou que a variante britânica do coronavírus tem um poder maior de transmissão e causa doença mais grave, por isso gera preocupação.
