Dos 164 leitos que o Estado possui para tratamento de Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), 28% estão ocupados atualmente. São 47 pacientes internados na rede estadual e filantrópica, sendo 36 graves em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 11 em enfermarias.
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, já declarou que esse número é muito flutuante. Em 14 de abril, por exemplo, a taxa de ocupação estava em 55%. Já na rede privada, são 69 pacientes ocupando algum tipo de leito – sendo 34 em UTIs –, totalizando 116 pacientes com Covid-19 em toda a rede de saúde do Estado – suplementar, pública e filantrópica.
Os números foram passados pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, e pelo subsecretário de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde, Gleikson Santos. Deste montante, eles explicam, há uma reserva técnica de outros 13 leitos da rede privada. São espaços que podem ser utilizados mediante demanda e pagamento, elevando para 177 o número de leitos disponíveis.
Gleikson Santos admite ainda que um hospital de campanha está nos planos do governo, mas que uma previsão otimista de leitos não o coloca como prioridade: “Vamos chegar a quase mil leitos até julho, juntando UTI e enfermaria para atendimento de Covid-19, somando rede particular e filantrópica”.
Até o final de abril, a perspectiva de Santos é ativar mais leitos e ter um total de 261 exclusivos para Covid-19. “Somente o hospital Santa Mônica, em Vila Velha, vai disponibilizar 20 leitos para o SUS”, conta.
Curados
Há uma inconsistência no painel do governo que reúne dados do novo coronavírus. Apesar do portal destacar que há 505 curados, é preciso, dentro do sistema, filtrar esse dado. Selecionando “casos confirmados”, o número de curados cai: 178. O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, reconhece a inconsciência dos dados.
A explicação é: o governo soma os 178 casos que realmente testaram positivo e se curaram, 305 que tiraram síndrome gripal e tiveram Covid-19 descartada, 19 casos suspeitos e três classificados como possíveis casos.
