Cinco variantes do novo coronavírus (Covid-19) estão circulando no Estado. A informação foi passada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
A identidade e o estado de saúde do profissional não foram divulgados. O funcionário foi rastreado por meio da testagem de assintomáticos e, segundo a secretaria, devidamente isolado.
A linhagem do vírus identificado é P.2, que também foi confirmada em um paciente de Manaus.
Por nota, a Sesa explicou que a ligação entre o paciente de Manaus e o funcionário não pode ser confirmada, já que o funcionário do hospital testou positivo num período inferior a 48 horas do contato.
As amostras foram encaminhadas para sequenciamento genômico na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Além da P.2, foram identificadas a B.40, confirmada entre os primeiros casos do Estado; e B.1.1.33, identificada ao longo do ano de 2020.
A linhagem B.1.1.28 foi identificada no mês passado. Já a linhagem P.1 foi identificada exclusivamente em pacientes oriundos de Manaus, Amazonas.
Segundo a Fiocruz, a linhagem P.1 surgiu no estado do Amazonas e a P.2 é uma variante isolada primeiramente no Rio de Janeiro e que já está presente em outras localidades do Brasil.
A doutora em Epidemiologia Ethel Maciel explicou que a linhagem P.1 contém mutações na proteína spike: a N501Y, capaz de aumentar a transmissão do vírus.
Além disso, a P.1 também possui a mutação E484K, presente na linhagem P.2. Essa mutação também afeta a proteína spike e a capacidade do vírus de driblar os anticorpos.
“É como se ela (mutação E484K) despistasse o nosso sistema imunológico, o que faz com que as pessoas sejam reinfectadas com o vírus”, explica.
A infectologista Ana Paula Burian destacou que, mesmo identificando novas mutações, a vacinação continua sendo fundamental. “O ideal é que tivéssemos uma velocidade de vacinação maior do que a velocidade de disseminação e de mutação do vírus. A mutação, nesse caso, não seria tão importante”.