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Coronavírus

Estado vai arrochar fiscalização do isolamento contra o coronavírus

O governo do Estado vai anunciar ainda nesta semana que passará a integrar vários órgãos na fiscalização do isolamento social. A ideia, explica o ...

Isolamento de paciente por causa do coronavírus

Última atualização

O governo do Estado vai anunciar ainda nesta semana que passará a integrar vários órgãos na fiscalização do isolamento social. A ideia, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, é adotar medidas mais duras a quem estiver desrespeitando o decreto do governador.

“Nós vamos atuar de maneira integrada com todos os órgãos que têm responsabilidade nesse processo: Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espírito Santo (Ipem) e Polícia Militar”, explica Reblin.

O objetivo da ação, segundo ele, não é provocar prejuízo aos comerciantes que não podem abrir seus estabelecimentos, mas é preciso manter o isolamento para tentar achatar a curva de novos casos de coronavírus.

Por medidas mais duras entende-se lançar mão de maneira mais enérgica, se necessário para manter a ordem, da aplicação das multas, advertências e interdições. “Vamos articular com os órgãos esse monitoramento mais fino, em processo integrado”, resume Reblin.

No último final de semana, por exemplo, um comerciante foi preso durante uma ação da Guarda Municipal de Vila Velha, com a Comissão Interna de Fiscalização Integrada (Coifin), que resultou no fechamento de 15 estabelecimentos que estavam descumprindo a quarentena de combate ao coronavírus.

De acordo com decreto do governo, bares que funcionem como restaurantes só podem funcionar das 10 às 16 horas. Apenas comércios essenciais, como supermercados, padarias e farmácias podem ficar abertos o dia inteiro.

Curva de casos

Segundo Reblin, a Secretaria de Estado da Saúde passa a ter, na semana que vem, os números do impacto do isolamento social na curva de casos do novo coronavírus.

“Vamos conseguir verificar o impacto que essas medidas de isolamento social tiveram e medir a capacidade de achatamento do crescimento da doença”, adianta.

Segundo ele, no começo da pandemia no Estado, a cada 20 exames, se confirmava um – uma taxa considerada baixa. Depois, essa taxa de confirmação ficou em 10% e, agora está em uma média de 14%.

“Mas tem dias que é maior. O significado disso é que a doença está avançando, que a taxa de aumento é mais significativa e aponta para a previsão de sempre: que, na metade de abril, estaremos chegando num volume maior”, conclui.

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