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Coronavírus

Estado vai vacinar 41 mil grávidas contra a Covid

Diante do agravamento de casos de grávidas com Covid-19, o Ministério da Saúde decidiu incluir todas as grávidas e puérperas (mulheres no período ...

Estado vai vacinar 41 mil grávidas contra a Covid
- Mãe de primeira viagem do pequeno Júlio César, a auxiliar de Departamento Pessoal Daiane Martins Borchardt, de 24 anos, está no último mês de gestação e na torcida para ser vacinada o quanto antes

Última atualização

Diante do agravamento de casos de grávidas com Covid-19, o Ministério da Saúde decidiu incluir todas as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a doença.

No Estado, 41.194 grávidas devem receber o imunizante, assim como 6.772 mulheres que deram à luz recentemente, totalizando 47.966 pessoas.

Mãe de primeira viagem do pequeno Júlio César, a  auxiliar de Departamento Pessoal Daiane Martins Borchardt, de 24 anos, está no último mês de gestação e na torcida para ser vacinada  o quanto antes (Foto: Edy Borchardt Fotografia/ Divulgação)Apesar da inclusão, o governo federal diz que, primeiro, devem ser vacinadas as grávidas com comorbidades (doenças), como hipertensão, obesidade mórbida e diabetes.

Em março, o governo tinha incluído a possibilidade de gestante com comorbidade ser vacinada.

Na nota técnica, enviada aos estados na última segunda-feira, o Ministério da Saúde orientou que, na primeira fase da vacinação do próximo grupo, seja priorizada a imunização de pessoas com síndrome de Down; com doença renal que fazem diálise; com deficiência permanente (de 55 a 59 anos e cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada); com comorbidades (de 55 a 59 anos), além de gestantes e puérperas com comorbidades.

Na segunda fase, a recomendação é imunizar as demais pessoas que apresentam essas condições.

A expectativa do governo do Estado é que o próximo grupo seja iniciado com as doses que chegam até a próxima semana. O Estado vai receber 104 mil doses do imunizante produzido pela Universidade de Oxford / Astrazeneca e 2.200 doses da Coronavac.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, explicou que, diante das mudanças no grupo prioritário, a Comissão Intergestores Bipartite, que inclui Estado e municípios, deve revisar e ajustar a vacinação do grupo com comorbidades.

Danielle Grillo pontuou que a definição dos novos grupos tem como base dados epidemiológicos que mostram gestantes e puérperas com desfechos desfavoráveis. “Acaba sendo um fator de risco”.

A nota técnica ainda afirma que levou-se em consideração o cenário da pandemia no Brasil e o aumento das mortes maternas.

Na última semana, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, também afirmou que governo capixaba quer antecipar a vacinação para quem tem de 50 a 59 anos de idade, em geral. O tema segue em debate no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Na torcida para receber as doses

Mãe de primeira viagem do pequeno Júlio César, a auxiliar de Departamento Pessoal Daiane Martins Borchardt, de 24 anos, está no último mês de gestação e na torcida para ser vacinada o quanto antes contra a Covid-19. O parto está previsto para 18 de maio.

“Sem dúvida, isso trará uma segurança para as grávidas. Tenho pressão alta, tive Covid no primeiro trimestre da gestação e a minha gravidez passou a ser de risco, o que sempre é preocupante”, contou Daiane.

Ela não ficou internada por Covid, mas disse que os dias em que estava doente não foram fáceis.

“Senti muito enjoo, não conseguia me alimentar, tive dor de cabeça, dor no corpo, entre outros sintomas. Fiquei com muito medo de o meu bebê ficar com sequelas, mas, graças a Deus, ele está bem. Tomara que as doses cheguem logo”, comentou.


Orientações para gestantes e puérperas


Documentos

  • Gestante com comorbidade deve comprovar a condição de risco (doença), conforme recomendações do Plano Nacional (exames, receitas, relatório médico, etc).

Período da gestação

  • A vacinação poderá ocorrer independentemente da idade gestacional e o teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas nas mulheres.

Aleitamento

  • No caso de mulher que deu à luz recentemente, ao ser vacinada, na condição de lactante, deverá ser orientada a não interromper o aleitamento materno.

Sem escolha de vacina

  • A vacinação poderá ser realizada com qualquer vacina de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA, respeitando os intervalos entre as doses recomendados pelo PNI.

Intervalo entre vacinas

  • Deverá ser respeitado o intervalo de, no mínimo, 14 dias entre a administração da vacina influenza e/ou outra vacina do calendário de vacinação da gestante/puérpera e a administração da vacina de Covid-19.
Fonte: Governo federal.


SAIBA MAIS


Próximo grupo

  • Após a finalizar a vacinação dos idosos, será iniciada a imunização do próximo grupo prioritário: pessoas com comorbidades (doenças), como hipertensos, obesos e diabéticos, além das grávidas, puérperas e pessoas com deficiência permanente.
  • As comorbidades já estavam definidas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, mas o governo federal enviou na última segunda-feira uma nota técnica acrescentando grávidas e puérperas (mulheres após o parto).

O que falta para começar?

  • No Estado, dos 190.034 idosos entre 60 e 64 anos, faltam chegar 36 mil doses para completar o grupo. Depois, será iniciado o novo grupo, o que deve acontecer com a remessa da próxima semana.

FASES

  • Como o grupo é grande (cerca de 47 mil gestantes e puérperas no Estado, e mais de 393.566 pessoas de 18 a 59 anos ano com comorbidades), o governo federal orientou que a vacinação seja feita em fases:

Fase 1

  • Pessoas com síndrome de Down, de qualquer idade;
  • Pessoas com doença renal crônica fazendo diálise, independentemente da idade;
  • Gestantes e puérperas com comorbidades, qualquer idade;
  • Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada – 55 a 59 anos.

Fase 2

  • Serão vacinadas, seguindo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos:
  • As pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC;
  • Gestantes e puérperas, independentemente de condições preexistentes.


AS COMORBIDADES


DIABETES MELLITUS

  • Qualquer pessoa com a doença.

OBESIDADE MÓRBIDA

  • Pessoas com índice de massa corpórea (IMC) igual ou maior que 40. O IMC é calculado dividindo o peso (quilos) pela altura ao quadrado (metros).

PNEUMOPATIAS CRÔNICAS GRAVES

  • Indivíduos com pneumopatias graves, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática) e outros.

HIPERTENSÃO ARTERIAL RESISTENTE

  • Quando a pressão arterial permanece acima do recomendado com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão arterial controlada em uso de quatro ou mais anti-hipertensivos.

HIPERTENSÃO ARTERIAL

  • Se enquadram pessoas com hipertensão em estágio 3 (pressão arterial sistólica =180 mmHg e/ou diastólica =110 mmHg).
  • Além disso, pessoas com hipertensão nos estágios 1 e 2, mas com lesão em órgão-alvo ou comorbidade.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

  • Com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D.

COR-PULMONALE E HIPERTENSÃO PULMONAR

  • Cor-pulmonale crônico (uma forma de insuficiência cardíaca, onde há diminuição da capacidade de funcionamento das câmaras direitas do coração), e hipertensão pulmonar primária ou secundária.

CARDIOPATIA HIPERTENSIVA

  • Pessoas com a doença, que se caracteriza por motivos como hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação.

SÍNDROMES CORONARIANAS

  • Aquelas crônicas, como angina de peito estável, cardiopatia isquêmica, pós-infarto agudo do miocárdio, outras.

VALVOPATIAS

  • Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico.

 

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