Um estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontou que o coronavírus estaria circulando no Espírito Santo antes mesmo do anúncio oficial da doença feito pela China.
A informação foi passada em pronunciamento do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, com o coordenador do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), Rodrigo Rodrigues.
O coordenador do Lacen explicou que foi feita uma análise em uma amostra de sangue coletada em 18 de dezembro de 2019, onde foi possível encontrar anticorpos para o novo coronavírus. Esse sangue havia sido doado.
O resultado foi encaminhado ao Ministério da Saúde.
No dia 31 de dezembro daquele ano, a China avisou a Organização da Mundial de Saúde (OMS) sobre o surgimento de casos de pneumonia de origem desconhecida na cidade de Wuhan.
Já no dia 9 de janeiro de 2020 as autoridades chinesas e a OMS divulgaram que os casos de pneumonia se davam a um novo coronavírus.
Dengue e chikungunya
No ano passado, a Sesa também fez testes de Covid-19 em amostras de sangue de pacientes com dengue e chikungunya. Em 2,8% dos casos o resultado deu positivo para o coronavírus.
Rodrigues citou o exemplo de uma paciente que procurou atendimento médico no dia 3 de fevereiro com febre. Ela fez o teste para chikungunya, que deu negativo. Ainda com os sintomas, a mulher retornou no dia 6 e fez novamente o exame para detectar a doença. Desta vez o resultado foi positivo.
Essas duas amostras foram analisadas pela Sesa. A segunda também apresentou resultado positivo para o coronavírus, além da chikungunya. “Na primeira visita (à Unidade de Saúde) essa paciente poderia estar com o começo de Covid-19”, explicou o coordenador do Lacen.
“Os surtos de dengue e chikungunya podem ter dificultado o diagnóstico do coronavírus, o que pode ter contribuído para o espalhamento da doença no País”, destacou Rodrigues.
