O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca anunciou nesta quinta-feira (21), que conseguiu um investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões) das autoridades americanas para desenvolver, produzir e entregar uma vacina contra o novo coronavírus.
A companhia farmacêutica em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido disse ter capacidade para produzir “um bilhão de doses e iniciar as entregas em setembro de 2020”, segundo comunicado. Ainda segundo a empresa, já existem acordos para a produção de 400 milhões de doses. As informações são do site Uol.

De acordo com o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, o investimento de US$ 1 bilhão, realizado pela Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico dos EUA, tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e a produção da vacina.
“Faremos tudo ao nosso alcance para tornar esta vacina rápida e amplamente disponível”, ressaltou Soriot.
Segundo o comunicado da companhia, a vacina, anteriormente conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, ainda está em desenvolvimento e a AstraZeneca reconhece que ela “pode não funcionar”. Um teste clínico de Fase I/II com 1.000 voluntários saudáveis no sul da Inglaterra, com idades entre 18 e 55 anos, foi iniciado no mês passado.

Além da AstraZeneca, outras empresas farmacêuticas, incluindo Moderna e Sanofi, estão correndo para desenvolver e produzir uma vacina contra o novo coronavírus, já que especialistas dizem que será crucial permitir que os países aliviem seus bloqueios e restrições à vida pública.
A AstraZeneca tem um contrato de licença com a Universidade de Oxford para a vacina, agora conhecida como AZD1222. A vacina foi desenvolvida pelo Jenner Institute da Universidade de Oxford, trabalhando com o Oxford Vaccine Group.