
De acordo com o documento, que tem caráter de urgência, as “informações são para fins de consolidação e resposta ao Departamento Geral do Pessoal, referente à pandemia Covid-19”.
“Solicito a Vossa Excelência, o apoio dos Secretários (as) das Juntas de Serviço Militar vinculadas, referente a levantamento de dados estatísticos no tocante a quantidade de cemitérios, disponibilidade de sepulturas e capacidade de sepultamentos diários, em suas respectivas áreas de responsabilidades.”, diz o documento, assinado pelo 1º Tenente e chefe do Posto de Recrutamento e Mobilização de Vila Velha, Aladin Pereira Gomes.
O prefeito de Viana e presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Daniel, afirma que nem todos os municípios receberam o documento ainda, mas que devem receber até o começo da semana que vem, porque só começaram a ser enviados nesta sexta (17).
“Essa é uma medida preventiva do Exército. Acredito que, por verem a situação dos outros países, como Estados Unidos e Equador, preferiram se antecipar”, disse.
Gilson também falou sobre as dificuldades enfrentadas por muitos municípios, uma vez que nem todos tem muitas sepulturas disponíveis. “Viana já recebeu o ofício e vamos responder que temos capacidade para atender os munícipes, se for necessário, o que não é o caso de todos os municípios do Estado. Mas todos já estão se preparando”.
O documento
Segundo com o comandante do 38º Batalhão de Infantaria, coronel Carlos Alexandre de Oliveira Costa, esse documento teve origem na 1º Região Militar do Exército Brasileiro, no Rio de Janeiro.
“Esse é um comando logístico, administrativo, que na verdade, tem uma ligação mais íntima com as Juntas de Serviço Militar, localizadas nos municípios dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, ainda de acordo com o coronel, esse ofício foi encaminhado direto para essas Juntas de Serviço Militar, que são ligadas às prefeituras de cada município, “para fins de planejamento”.
Por meio de nota, o Comando do Conjunto Leste (responsável pelo ofício) afirmou que o Ministério da Defesa, “no contexto do emprego das Forças Armadas contra a Covid-19, planeja sua atuação com base no levantamento de cenários hipotéticos, visando mitigar os efeitos nocivos da pandemia junto à sociedade. O documento em pauta tem como objetivo tão somente coletar dados para um dos cenários levantados”, diz o pronunciamento.
Leia a nota na íntegra:
O Comando Conjunto Leste, ativado pelo Ministério da Defesa no contexto do emprego das Forças Armadas contra a Covid-19, planeja sua atuação com base no levantamento de cenários hipotéticos, visando mitigar os efeitos nocivos da pandemia junto à sociedade.
O documento em pauta tem como objetivo tão somente coletar dados para um dos cenários levantados. O Comando Conjunto Leste reitera seu empenho no combate à pandemia, em colaboração com outras agências, e possui órgãos de coordenação onde eventuais dúvidas podem ser sanadas, evitando-se levar informações distorcidas à população.
Por fim, o Comando Conjunto Leste está atento à evolução da pandemia do Coronavírus (Covid-19), sob a ótica da missão constitucional do Exército Brasileiro e da proteção da Família Militar, apoiando o esforço nacional de combate à pandemia.