Cinco pessoas da mesma família foram curadas da Covid-19, após ficarem em total isolamento social em Alfredo Chaves, Região Serrana do Espírito Santo.
A dona de casa Stefania Vieira, de 23 anos, o esposo, o pedreiro Jolean Rosa Laureano, 25, e os filhos Micael, 4, Jamilly Victoria, 2, e Anna Liz, de 3 meses, foram os primeiros casos confirmados da doença na cidade e ficaram mais de 20 dias dentro de casa, no bairro Macrina, que possui o maior número de pessoas infectadas no município.
“É um recomeço para todos nós. Estamos muito felizes”, enfatiza Stefania.
A dona de casa conta que foram dias difíceis para a família, e a maior preocupação era com as filhas. A Jamilly, de 2 anos, nasceu com uma grave doença nos pulmões, e a de 3 meses, Anna Liz, precisou ficar internada em Cachoeiro de Itapemirim com falta de ar.
“Anna Liz sentiu muita falta de ar no começo e precisou ficar internada. Ver que a Jamilly também testou positivo me deixou arrasada. Chorei o tempo todo com medo de ela não suportar por tudo que ela já passou, pois ela nasceu de 27 semanas e ficou quase dois meses internada na Utin. Entreguei tudo nas mãos de Deus e assim ele agiu. Hoje, estamos livres”, comemorou Stefania.
Stefania foi a primeira a sentir os sintomas do novo coronavírus e, no início, chegou a ser diagnosticada com dengue. Mas quando sentiu falta de ar, foi levada para o pronto-atendimento da cidade de ambulância.
“Na semana do dia 6 de abril, eu tive conjuntivite e sentia dor de cabeça. Fui no PA, e cheguei a ser diagnosticada com dengue. Na terça-feira a dor de cabeça foi ainda mais forte, e comecei a sentir uma fraqueza. Na quarta-feira veio a diarreia, quinta-feira me sentia muito mal, e na sexta, veio a falta de ar. A ambulância me buscou em casa, fui submetida aos exames, que deram positivo”, pontuou a dona de casa.
O marido e os três filhos foram submetidos aos exames, que também deram positivo. A dona de casa relata que o marido sentiu muita dor de cabeça, e o menino, mesmo positivo, foi o que teve menos sintomas.
