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Coronavírus

Governo federal manda fazer a própria máscara

Com o avanço dos casos de coronavírus no Brasil, a população tem estocado máscaras e álcool em gel, o que, consequentemente, está deixando farmácias ...

Funcionário público Joaquim Martins, de 59 anos, tem hipertensão e não abandona a máscara ao sair de casa

Última atualização

Funcionário público Joaquim Martins, de 59 anos, tem hipertensão e não abandona a máscara ao sair de casa (Foto: Beto Morais/ AT)

Com o avanço dos casos de coronavírus no Brasil, a população tem estocado máscaras e álcool em gel, o que, consequentemente, está deixando farmácias sem os produtos no País. Diante disso, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, orientou, no início da noite de ontem, que as pessoas passassem a produzir suas próprias máscaras de tecido, contra a Covid-19.

A orientação anterior  do governo era para que somente profissionais de saúde, pessoas com sintomas ou as que testaram positivo para o novo vírus utilizassem as máscaras.

Ele disse que estava negociando com uma indústria têxtil ações para que as máscaras, feitas com TNT, fossem confeccionadas e oferecidas no mercado à população, mas, ontem, afirmou que “qualquer um pode fazer o uso da máscara” e que técnicos da pasta vão divulgar ainda na manhã de hoje, mais orientações sobre o tema.

“As máscaras de pano para os comunitários funciona muito bem como barreira, não é caro de se fazer. Faça você mesmo, tem na internet, faça você mesmo e lave com água sanitária”, disse o ministro. Ele ainda completou:

“Reaproveite porque agora é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta se lamentar porque a China não está produzindo. Vamos ter de criar as nossas armas e elas vão se aquelas que nós tivermos”.

Em Vitória, tem gente que não abandona as máscaras cirúrgicas quando precisa sair de casa. É o caso do casal Simone Sales, de 50 anos e Sival Torezani, de 57, ambos funcionários públicos e com problemas de saúde.

“Viemos hoje ao supermercado porque não temos ninguém para vir para a gente e só viemos mesmo por necessidade. A máscara foi uma orientação dos nossos médicos, já que fazemos parte do grupo de risco”, contou Simone.

O casal disse que cumpre, em casa e na rua, todos os protocolos de higiene para evitar contrair o vírus.

Quem também saiu de casa na tarde de ontem para fazer compras em um supermercado de Vitória e não largou a máscara foi o funcionário público Joaquim Martins, de 59 anos.

“Sou hipertenso e não quero ser contaminado por esse vírus, por isso, não abandono a máscara”.

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