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“Isolamento piorou”, diz prefeito de Colatina sobre rodízio no comércio

As cidades que são classificadas pelo governo do Estado como risco alto para contaminação pelo novo coronavírus devem, por decreto, abrir o comércio ...

Vista da cidade de Colatina

Última atualização

Vista da cidade de Colatina (Foto: Arquivo/AT)

As cidades que são classificadas pelo governo do Estado como risco alto para contaminação pelo novo coronavírus devem, por decreto, abrir o comércio em sistema de rodízio – em um dia, abrem lojas de produtos relacionados ao corpo e, no outro, demais segmentos. No entanto, o prefeito de Colatina, Sergio Meneguelli, observou que o isolamento social no município piorou depois que o revezamento foi adotado.

Diante desse quadro, o prefeito informou que encaminhou ao governador Renato Casagrande, na última quarta-feira (1º), uma proposta para que autorize o município a voltar ao sistema de abertura escalonada – lojas de um segmento abrindo pela manhã e os demais segmentos pela tarde, de segunda a sexta-feira.

Em Colatina, a média de isolamento é de 42,17%, a segunda pior no Estado, segundo o Painel de Isolamento Social, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Bom Jesus do Norte é a cidade com a média mais baixa com 40,43%.

“O prefeito não pode desrespeitar o decreto do governador. Ele pode restringir, mas não afrouxar as normas do decreto. O Ministério Público está cobrando muito a gente, estão fazendo fiscalização surpresa. O que fiz ao governador foi um pedido de autorização para que a gente possa fazer o nosso decreto, porque a gente reconhece a nossa realidade”, explicou Meneguelli, que disse aguardar resposta para o pedido.

Supermercados proibidos de abrir por dois finais de semana

De acordo com o prefeito, Colatina adotou medidas mais restritivas, como a suspensão das feiras livres, que já não ocorrem há três meses, e, nos próximos dois finais de semana, apenas farmácias, padarias, mercearias, clínicas médicas, postos de combustíveis e outros serviços classificados como essenciais vão poder funcionar.

Supermercados, hipermercados, atacadistas, lojas de produtos alimentícios, lojas de cuidados de animais, insumos agrícolas e lojas de embalagens estão proibidos de abrir as portas durante os 11, 12, 18 e 19. Está autorizado o serviço de delivery, apenas para entrega em domicílio. O cliente pegar na loja, até mesmo no sistema drive thru, está proibido. 

“Antes do decreto (que determinou o rodízio no comércio), a gente conseguia controlar o transporte público melhor, porque uma categoria abria de manhã e, até às 14h, ficava fechado o comércio. Isso diminuía a aglomeração”, justificou o prefeito.

Meneguelli destacou que Colatina é uma cidade satélite na região Noroeste e tem uma população flutuante, já que muitas pessoas moram em cidades vizinhas e até mesmo em Minas Gerais, que fica a algumas horas do município, e vão até Colatina para estudar, trabalhar ou fazer compras.

“Em Colatina, a gente precisa mudar esse comércio alternado. Uma pessoa que mora em Aimorés (MG) e faz compra em Colatina precisa vir dois dias em Colatina. Se tiver a mudança, ela pode vir pela manhã, fazer a compra e aguardar pela reabertura das lojas para comprar o outro produto que precisa. Isso diminui o vai e vem”, disse o prefeito.

Enquanto a resposta do governo não vem, o município segue com o rodízio no comércio. “Mesmo não concordando, eu não infringiria o decreto. Não sou de confrontar”, garantiu.
 

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