Uma decisão da Justiça de São Paulo obrigou o governo paulista a vacinar uma idosa, de 63 anos, com a vacina CoronaVac, em vez da AstraZeneca. A informação foi publicada pelo jornalista Rogério Gentile em sua coluna no UOL, nesta segunda-feira (14).
De acordo com ele, a mulher foi diagnosticada com o anticoagulante lúpico, um importante fator de risco para trombose, já que cerca de 30% das pessoas diagnosticadas têm essa complicação.
Além disso, a idoso possui doença pulmonar obstrutiva crônica, o que aumenta em suas vezes os riscos de AVC e infarto, informa o colunista.
Na liminar que determinou a vacinação da idosa com a CoronaVac, o juiz Emílio Migliano Neto disse que a AstraZeneca pode apresentar, como efeito colateral, a trombose e citou o fato da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedir alteração na bula do fármaco.
O governo do estado tentou cassar a liminar e argumentou que o uso das duas vacinas foi aprovado e que a decisão poderia abrir um precedente para casos semelhantes, afetando no planejamento da campanha de vacinação em São Paulo, com risco de faltar a segunda dose para quem já havia recebido a primeira.
No entanto, o argumento não foi aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que concedeu decisão favorável à idosa.
