
O infectologista Carlos Urbano diz que o início de uma possível vacinação na semana que vem ou nos próximos dias é motivo de grande alegria.
“Não é um momento que nós vamos virar uma página, não vai acabar a Covid logo depois da vacinação, mas é o início de uma solução. Se vier a vacina de Manguinhos junto com Oxford, ou se vier a do Butantan, com a Coronavac, qualquer uma das duas vai ajudar”.
Carlos Urbano ressalta que poderiam ter vacinas até melhores que essas, mas lembrou que são os imunizantes que estão disponíveis no momento.
“São vacinas de fácil conservação, que podem manter temperatura de 2 a 8 graus positivos. Elas são seguras, com baixa incidência de efeitos colaterais.
“Nós temos que estimular a população a se vacinar porque, quanto mais pessoas forem vacinadas, maior a chance de proteção de rebanho. A gente evita a circulação do vírus”.
Ele alerta que, mesmo com a vacinação, as pessoas devem continuar adotando os protocolos sanitários. “Vamos continuar usando máscara, mantendo o distanciamento social, fazendo higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel por alguns meses”.
Para o infectologista Tálib Moysés Moussallem, vacinas são sempre motivo de comemoração. “Mas sempre fui da opinião que jamais devíamos tê-las esperado para seguir a vida. Desde o início, fui claro que fechamento de comércio, escolas, por exemplo, em nada contribuiriam para frear a pandemia”.
“Quedas brutais nos níveis de vacinação de diversas doenças imunopreveníveis estão entre os efeitos catastróficos de tais medidas. Evitar que ocorram juntos: aglomerações, contatos próximos e locais fechados, assim como lavar as mãos, ainda são essenciais”.
Quem também comemorou foi a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e epidemiologista Ethel Maciel.
“Começar é sempre bom. O problema é que ainda temos poucas doses e vamos ter de garantir capacidade de produção da Fiocruz e do Butantan para termos doses para conseguir imunizar mais de 80% da população. Esse vai ser o grande desafio”.
OPINIÕES
“É um momento de grande alegria. Temos que estimular a população a se vacinar, porque quanto mais pessoas forem vacinadas, maior a chance de proteção de rebanho. A gente evita a circulação do vírus”, Carlos Urbano, infectologista.
“Vacinas são sempre motivo de comemoração, mas jamais devíamos tê-las esperado para seguir a vida. Desde o início, fui claro que fechamento de comércio e escolas em nada contribuiriam para frear a pandemia”, Tálib Moysés Moussallem, infectologista.
“É preciso comemorar, mas, para virar essa página, dependemos da imunidade coletiva, mais de 80% da população. Acredito que só vamos conseguir chegar aí, com a capacidade de produção que temos, no final de 2021”, Ethel Maciel, epidemiologista.


