
Médicos que fazem parte do grupo, que preferiram não se identificar por ainda se tratar de um projeto em construção, informaram que a ideia surgiu após conversas sobre o pouco acesso, principalmente de comunidades carentes, à hidroxicloroquina e a outros medicamentos que podem ser usados no combate ao vírus, como a nitazoxanida ou ivermectina.
“Durante as conversas vários médicos foram favoráveis e se voluntariaram a fazer algo para permitir com que esses tratamentos cheguem a quem precisa”, explicou um dos médicos voluntários.
Uma lista, com mais de 20 nomes de profissionais que se propuseram a fazer parte do projeto, tem circulado, inclusive por meio de grupos de mensagens.
Um dos médicos explicou que, apesar de muito se falar na falta de comprovação da eficácia da hidroxicloroquina, o remédio é seguro, foi amplamente usado no mundo e se mostrou eficaz para outros tipos de coronavírus que causam pneumonia, se usados em uma fase inicial da doença.
“O médico tem direito de prescrever o que achar o melhor para o paciente. Temos experiências pessoais tratando as pessoas e não entendemos o motivo de não oferecer tratamentos que, usados de forma correta, dentro de uma janela de utilização, trazem benefícios.”
Ele ressaltou que a situação é ímpar e que no momento de pandemia a eficácia se baseia em relatos de casos e estudos observacionais.
O médico ainda frisou que os moldes do projeto, se haverá atendimento gratuito a essa população ou disponibilização gratuito da hidroxicloroquina, ainda estão em construção, com busca de parceiros e doações.
Entre os parceiros confirmados do projeto está o senador Marcos do Val.