
No Diário Oficial do Estado, o governo divulgou a organização de leitos em duas fases – a segunda é sinalizada com abertura de vagas até o dia 30 de abril, totalizando 813 nessa fase, entre leitos de UTI, isolamento e enfermaria.
Mas a relação de leitos divulgada pelo próprio governo mostram que essa projeção de 813 leitos não foi batida.
Até ontem, às 16h35, o sistema apontava que havia 752 leitos no total. Ou seja: há um déficit de 61 vagas na projeção organizada pela gestão Renato Casagrande.
Com um detalhe: desses 752 leitos, 366 já estavam ocupados ontem à tarde (última vez que o número foi atualizado), gerando um percentual de ocupação em 48,67%, quase a metade.
Dos 813 leitos prometidos até 30 de abril, 535 seriam de UTI – contando com leitos de isolamento e os sem isolamento – espalhados em todo o Estado.
Mas até ontem essa quantidade de leitos abertos estava 375 no sistema do governo do Estado.
Contabilizando os leitos de enfermaria, o déficit persiste: a projeção da fase 2 de abertura de leitos previa, até 30 de abril, a abertura de 579 leitos de enfermaria, entre isolamento e sem isolamento.
Mas, no momento, há 377 abertos. Destes 130 estão ocupados, totalizando 34,48% de ocupação.
Lotação
Até a tarde de ontem, os dois leitos de UTI-isolamento disponíveis no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, estavam ocupados.
No Hospital Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, também: os seis leitos de UTI-isolamento estavam ocupados. Os 10 existentes no Hospital Evangélico de Vila Velha idem.
No Hospital Evangélico de Itapemirim, os leitos de UTI coorte (quantos pacientes confirmados podem ficar juntos) estão quase no limite: dos 18 abertos, 16 estão ocupados.
A reportagem procurou a secretaria de Estado da Saúde para comentar as projeções, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.