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Moradora de Cariacica que liderava ação social com crianças morre vítima da Covid

Moradora do bairro Bubu, em Cariacica, Marly de Jesus Rogério Vieira, de 56 anos, dedicou boa parte da vida a fazer a alegria das crianças da ...

Moradora de Cariacica que liderava ação social com crianças morre vítima da Covid
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Marly realizava ações sociais com crianças no bairro onde morava (Foto: Acervo pessoal)Moradora do bairro Bubu, em Cariacica, Marly de Jesus Rogério Vieira, de 56 anos, dedicou boa parte da vida a fazer a alegria das crianças da comunidade e de localidades vizinhas, com festas de Dia das Crianças e no Natal. Essas ações, porém, foram interrompidas pela Covid-19.

A moradora é mais uma das mais de 7.700 pessoas que morreram por conta da doença no Espírito Santo. De acordo com a prima Adriana Vieira, Marly morreu por volta das 16h45, de domingo (4), após ficar 9 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Carapina, na Serra.

Adriana conta que a prima, que também era vizinha dela, teve 75% dos pulmões comprometidos pelo coronavírus e precisou ser intubada. “O médico disse que a saturação dela estava baixa e, se ele demorasse mais em intubar, poderia ocorrer algo mais grave. Quando ele a intubou, ela estava consciente, conversou com ele e pediu para rezar com ela. Ela perdeu o irmão há dois meses. Ele já tinha uma doença e teve a Covid”, revelou ela.

De acordo com Adriana, a prima era responsável por fazer a alegria das crianças do bairro com festas, almoços e distribuição de brinquedos no Natal, quando se vestia de Mamãe Noel para entregar presentes.

“Há 26 anos que ela fazia o trabalho com as crianças. Ela fazia um almoço para as crianças, cada uma levava alguma coisa, mas também dava picolés, fazia bolo do tamanho de uma porta. Ela gostava muito e ficava muito feliz. No ano passado, ela não fez por causa da pandemia e estava pedido a Deus para fazer este ano, mas a pandemia voltou pior do que ano passado”, lamentou Adriana.

Mais de 50 crianças do bairro eram atendidas pelas ações promovidas por Marly. A fama se espalhou até pelos bairros vizinhos. “Tem hora que ela fazia festa e vinha gente do bairros vizinhos. Dava mais de 300 crianças”, recorda Adriana.
 

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