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No dia do aniversário, filho faz surpresa para mãe internada na UTI

Foram cerca de 30 minutos de contato, mas suficientes para que o profissional de Educação Física Victor Masioli ganhasse o melhor presente de ...

Victor e Vera Lúcia: encontro de mãe e filho na UTI. “Foi maravilhoso ver que ela estava acordada, ver o brilho em seus olhos e aquele sorrisão”

Última atualização

Foram cerca de 30 minutos de contato, mas suficientes para que o profissional de Educação Física Victor Masioli ganhasse o melhor presente de aniversário: ver o sorriso da mãe.

Vera Lúcia Masioli Santos, 52, ficou mais de 40 dias em coma e internada na UTI com a Covid-19.

No dia 11 de julho, aniversário de 27 anos do filho, os dois se reencontraram no Hospital Evangélico de Vila Velha, localizado no bairro Industrial do Alecrim.

“Foi maravilhoso ver que ela estava acordada, ver o brilho em seus olhos e aquele sorrisão, que é sua marca registrada”, conta Victor.

Dois dias antes do reencontro, ele já havia conversado com a mãe por uma chamada de vídeo.

“No dia 9 de julho, ela começou a acordar. Foi quando eles fizeram a chamada de vídeo, mas ela estava sonolenta ainda”, relembrou ele.  

Victor e Vera Lúcia: encontro de mãe e filho na UTI. “Foi maravilhoso ver que ela estava acordada, ver o brilho em seus olhos e aquele sorrisão” (Foto: Divulgação)

Para o filho, a visita ao hospital foi uma injeção de ânimo tanto para ele quanto para a mãe. “Foi um momento especial. Precisava desse momento”, emociona-se.

A psicóloga e coordenadora da equipe Multidisciplinar do Hospital Evangélico, Camyla Bastos, concorda com Victor sobre a importância de visitas como essa.

“Quando acontecem momentos como esses, eles são regados de muita emoção para o paciente e o familiar”, afirma ela.

“Pela foto dá para ver que o momento foi bom. Ela está com um sorriso maravilhoso”, continua Camyla, que coordena uma equipe de cinco psicólogas, nove assistentes sociais e um terapeuta ocupacional.

A psicóloga reforça que encontros como o de Victor e Lúcia acontecem apenas quando não existe mais risco de transmissão e com liberação da equipe médica.

Enquanto isso, Lúcia continua internada e Victor a visita pelo menos duas vezes por semana.

“A equipe da assistência social combinou de vir toda terça e quinta. Agora que ela melhorou mais, tirou os aparelhos e está respirando sozinha, eles permitiram que eu a visitasse mais vezes”.

E como é ver a mãe melhorar dia após dia? Victor responde sem titubear: “É maravilhoso. Ela já teve outros problemas de saúde. Eu disse para ela que esse vai ser mais um para ficar na história”.  

Mesmo sem previsão do retorno da mãe para casa, o jovem planeja uma nova surpresa para recebê-la. “Vamos fazer uma carreata para comemorar a volta dela!”

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