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Coronavírus

Ocupação de leitos de UTI para tratamento de covid-19 volta a subir

No quarto mês de pandemia no Espírito Santo, a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltados a pacientes com coronavírus na ...

Última atualização

Em alguns hospitais do Estado, não há mais vagas de leitos de UTI para internar pacientes com Covid-19 (Foto: Kadidja Fernandes (01/04/20))

No quarto mês de pandemia no Espírito Santo, a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltados a pacientes com coronavírus na Grande Vitória e no Norte voltou a ficar alta, beirando os 90%.

No Norte, só restam vagos oito leitos dos 78 existentes para tratar pacientes com Covid-19. Na região metropolitana, só restam 50 leitos de UTI dos 494 existentes – 89,98% de ocupação.

No Norte, a ocupação de 100% de leitos de UTI registra-se no Hospital Rio Doce, em Linhares, e no Hospital Geral, no mesmo município. O Hospital Rio Doce é filantrópico, teve leitos contratualizados pelo governo.

Não há mais leitos de UTI para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Misericórdia de Vitória – unidade filantrópica que teve leitos contra tados pelo governo.

Também não restam mais vagas de UTI para pacientes do SUS no Vila Velha Hospital, onde o governo contratou 40 leitos. Situação igual no Hospital Santa Mônica, na mesma cidade.

Ainda na leva de hospitais que “venderam” leitos para o governo, o Santa Rita de Cássia, em Vitória, e o São Camilo, em Aracruz, também não possuem mais leitos de UTI disponíveis para pacientes do SUS transferidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

No Sul, a situação pior fica por conta da Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, que é de caráter filantrópico, mas teve 20 leitos de UTI contratados pela gestão Casagrande. Todos estão ocupados.

Em todo o Estado, a ocupação de leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus está em 86,58%. O bloqueio total será decretado pelo governo se o número chegar a 91%.

O painel Covid-19 do governo do Estado mostra que 1.083 pessoas no Estado morreram – 3,38% de letalidade. São 53.393 casos confirmados e 33.839 pessoas curadas.

A Secretaria da Saúde diz que é necessário acompanhar o comportamento da doença nos próximos dias para avaliar a consolidação ou não da tendência de aumento.

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