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Pediatras e infectologistas recomendam que Estado libere volta às aulas

A Sociedade Espíritossantense de Pediatria (Soespe) e a Sociedade de Infectologia do Espírito Santo (Sies) entregaram um documento às secretarias ...

Pediatras e infectologistas recomendam que Estado libere volta às aulas
- Sala de aula vazia: desconto retroativo ao mês de março vai contemplar 200 mil estudantes no Espírito Santo

Última atualização

Sala de aula vazia: desconto retroativo ao mês de março vai contemplar 200 mil estudantes no Espírito Santo (Foto: Arquivo / AT)

A Sociedade Espíritossantense de Pediatria (Soespe) e a Sociedade de Infectologia do Espírito Santo (Sies) entregaram um documento às secretarias estaduais da Saúde e da Educação recomendando o retorno às aulas presenciais para o ensino Infantil e Fundamental I, no Espírito Santo. 

O documento foi entregue em uma reunião com as secretarias, nesta quinta-feira (29), e está sendo analisado pelo grupo que define as medidas para as cidades, de acordo com a Matriz de Risco. O governador do Estado, Renato Casagrande, já agendou um pronunciamento para às 18 horas desta sexta-feira (30), quando deve anunciar o no Mapa de Risco e as novas normas para cada município.

Lembrando que as aulas presenciais estão proibidas nas cidades de risco extremo, mas, desde a última sexta-feira (23), o governo do Estado liberou, para municípios em risco alto, o atendimento presencial, de um aluno por vez, em suas escolas.

No posicionamento endereçado ao governo, as entidades reconhecem que o Estado está passando pelo maior período de sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, doença que acomete principalmente crianças até os 5 anos. 

No entanto, elas afirmam que, no caso do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, este comportamento de transmissão não tem sido observado nas crianças e adolescentes, especialmente nas menores de 5 anos.

“Em diferentes países a retomada das aulas não teve impacto negativo na curva de óbito quando foram adotadas medidas de controle como: monitoramento de sintomas, testagem de sintomáticos e rastreamento de contatos; distanciamento maior que 1,5m e retorno gradual em etapas. Além de medidas de higienização das mãos, etiqueta de tosse, uso de máscaras, limpeza diária do ambiente’, diz um trecho.

Em uma outra parte, as entidades apontam estudos para explicar que a taxa de transmissão entre as crianças e de crianças para professores, mesmos nos locais onde houve retorno das aulas, inclusive no Brasil, têm se mantido baixas. 

“Sabemos do prejuízo que a falta do ensino presencial vem causando no desenvolvimento cognitivo e mental, o que pode prejudicar o aprendizado das crianças e adolescentes, além de alterações no humor e no comportamento, causando consequências que podem perpetuar-se por tempo muito maior do que o tempo de fechamento das escolas”, explicam as sociedades.

Além de recomentar o retorno das atividades escolares presenciais para o Ensino Infantil e Fundamental I, a Soespe e a Sies também orientam que o Estado:

  • Treine as escolas e capacite as equipes com reforço do uso de máscaras pelos educadores, funcionários e crianças com mais de 2 anos, disponibilidade de insumos para higiene das mãos e educação continuada sobre a sua importância;
  • Mantenha uma limpeza constante dos ambientes e com turmas reduzidas para manter o distanciamento adequado entre os alunos;

A sociedades ainda pedem que as orientações sejam estendidas ao transporte escolar, uma vez que muitas crianças se deslocam para as escolas por este meio e que os pais e familiares adotem medidas protetivas para servirem se bons exemplos para cada criança.

Em entrevista ao Tribuna Online, o médico e coordenador da região Sudeste da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rodrigo Aboudib explicou que a expectativa da entidade é que o governo aceite a recomendação e anuncie, ainda nesta sexta (30), o retorno das aulas presenciais para as turmas indicadas no documento.

“Como as crianças não têm voz no Brasil, a Sociedade Espíritossantense de Pediatria quer ser a voz deles, principalmente das crianças capixabas”, afirmou Aboudib. 

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