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Coronavírus

Pesquisa aponta que isolamento deixa 39% em depressão

Medida adotada para conter a pandemia do coronavírus, o isolamento tem causado aumento nos casos de pessoas com sintomas de ansiedade, síndrome do ...

Última atualização

Medida adotada para conter a pandemia do coronavírus, o isolamento tem causado aumento nos casos de pessoas com sintomas de ansiedade, síndrome do pânico ou depressão.

Foi esse o resultado de uma pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisa, ao apontar que 39,3% dos entrevistados têm sofrido de alguma crise psicológica pelo distanciamento social.

A pesquisa ouviu 2.218 habitantes dos 26 estados da Federação e do Distrito Federal, em 212 municípios, entre 13 e 16 de abril.

Psiquiatra José Nazar:  “Tédio  faz brotar uma grosseria entre os casais” (Foto: Kadidja Fernandes - 19/10/2018)Para o psiquiatra José Nazar, as pessoas suportam bem os primeiros 10 dias de confinamento, mas a partir do 15º dia começam a surgir os sinais de irritabilidade.

“O tédio começa a tomar conta, vem silencioso e faz brotar uma grosseria entre os casais, entre pais e filhos. Passam a ter pouca tolerância por estarem prisioneiros de si mesmo”, afirma.

A pesquisa constatou, ainda, que 81,9% dos brasileiros foram impactados financeiramente pela crise econômica da pandemia. O aspecto econômico é um dos fatores que pesam nos sintomas psicológicos do isolamento.

“No início, o principal estressor é o medo de contrair a doença, ou de algum ente querido contrair. Agora estamos enfrentando a segunda fase do confinamento, que é o medo dos problemas financeiros se tornar maior”, explica Valber Dias Pinto, psiquiatra e professor de pós-graduação da UVV.

Segundo o diretor do Instituto Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, o grupo que mais indicou impactos psicológicos foi o das mulheres (41,3% contra 36,9% dos homens) e pessoas entre 16 e 24 anos, faixa na qual 45,5% apontaram sofrer de depressão ou ansiedade.

“Nas pessoas de baixa renda e menor escolaridade, a questão financeira pesa mais. Já a convivência em casa com os demais parentes é fator mais preponderante em famílias de renda mais alta”, explica Hidalgo.

O grau de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de 2%, para mais ou para menos.


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  • Cuide dos afetos, mantenha o contato com amigos e familiares por telefone, internet ou videochamadas.

Fonte: Especialistas consultados.

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