No Brasil, uma pesquisa para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) avança e prevê testes em animais (camundongos) a partir desta semana.

“São experimentos, previsões. Primeiro temos que testar em animais, realizar uma série de estudos para ver se a gente consegue chegar em humanos”.
Pelas suas projeções, comprovando a eficácia, a previsão é de começar a vacina em dois anos.
“Estamos trabalhando ativamente para desenvolver uma vacina no Brasil. A minha proposta é muito interessante cientificamente e, se tivermos uma vacina no Brasil, vamos vacinar a população brasileira”.
Segundo ele, o que todo mundo procura desencadear na vacina é que o indivíduo produza anticorpos chamados de neutralizantes, ou seja, que eles impeçam o vírus de se replicar, inibindo que o vírus entre na célula.

Kalil comparou: “Nessa vacina que estou desenvolvendo, vamos usar como veículo uma espécie de vírus oco, ou seja, só a capa do vírus, ele não se multiplica. Nesse vírus oco nós vamos adicionar fragmentos que achamos importante do coronavírus”.
Falando no contexto geral, inclusive sobre os testes realizados nos Estados Unidos, o infectologista Carlos Magno Fortaleza, que é membro do Comitê de Contingência da Covid-19 do estado de São Paulo, diz que é muito bom ter alguns resultados de vacina mostrando proteção.
“Com uma vacina nova, é preciso provar que ela de fato evita que as pessoas adoeçam, não só que ela faz com que as pessoas produzam anticorpos”.