A pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo, que é capixaba e referência em pesquisa no país sobre o novo coronavírus, foi diagnosticada com a doença. Ela integra um grupo de controle da Covid-19 no Brasil, a convite do Ministério da Saúde.

“Ela teve cansaço e febre, por isso foi fazer o teste no domingo (10) e deu positivo para coronavírus. A gente sabia que Margareth corria esse risco porque está na linha de frente, mas minha irmã toma todos os cuidados necessários. Mesmo assim, contraiu o vírus, mas ela está bem. Tem uma boa saúde, não tem comorbidades”, declarou Beth.
Ainda segundo a irmã da pesquisadora, Margareth mora sozinha com o marido, que é de idade. Por isso, estão mantendo isolamento mesmo dentro de casa.
“Ele já fez o teste e deu negativo, mas precisa ficar afastado completamente dela. Estou agora tentando comprar uma passagem para ir ao Rio de Janeiro ajudá-los”, disse Beth.
O jornal A Tribuna conversou com Margareth no mês de março, início da pandemia do novo coronavírus, e publicou uma matéria com a análise da pesquisadora sobre o cenário. Na reportagem, ela declara que “apenas o isolamento social pode suavizar a propagação do coronavírus”.
Na época, o país havia acabado de declarar transmissão comunitária no País, quando não se pode identificar a origem do transmissor, e Margareth Dalcolmo afirmou que o objetivo, naquele momento, não era mais contenção do vírus.
“As providências necessárias, a partir de agora, são de controle da transmissão, considerando que estamos tratando de um vírus de alta capacidade de transmissibilidade. Nesse sentido, as normas restritivas são a solução”, afirmou.
Na entrevista, em março, ela também adiantou que o governo deveria, nas semanas seguintes, adotar estratégias para proibir a circulação de pessoas nas ruas.
Leia a entrevista publicada com a pesquisadora:
“Apenas o isolamento pode suavizar a propagação”, afirma pneumologista