O Ministério da Justiça deu detalhes no domingo (17) sobre a segurança que será adotada na distribuição das vacinas contra a Covid-19 em todo o Brasil. A Polícia Federal atuará na escolta das vacinas e na segurança dos espaços federais de armazenamento. Nos estados, as doses serão entregues às polícias locais, que ficarão responsáveis pela distribuição.
Conforme o Ministério da Saúde, unidades da Coronavac – que já estão disponíveis – começarão a ser entregues aos estados nesta segunda-feira (18).
Este processo de distribuição será acompanhado pelas forças de segurança pública federais e estaduais. “A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) vão coordenar a segurança do processo de distribuição, logística e armazenamento da carga com os imunizantes em âmbito nacional. Nos estados, as vacinas serão entregues às polícias locais, que ficarão responsáveis pela segurança na distribuição”, informou o Ministério da Justiça por meio de nota.
No âmbito federal, a PF utilizará grupos táticos para escoltar as vacinas e será responsável pela segurança dos espaços federais de armazenamento. “Já a Polícia Rodoviária Federal, com emprego de seus motociclistas batedores, suporte aerotático e equipes especializadas, realizará a escolta das vacinas para os locais de armazenamento e distribuição dos estados”, registrou o ministério.
No dia 11, o governo do Estado previu que o transporte das vacinas contra Covid-19 por cidades do interior e da Grande Vitória aconteça com escolta da Polícia Militar. A informação foi confirmada à reportagem por fontes ligadas ao plano de vacinação e deve ser detalhada durante entrevista coletiva.
A ideia é garantir a segurança do transporte para evitar chances de roubo, mas também manter a ordem com a chegada das doses aos postos de saúde – sobretudo no interior, evitando confusões e aglomerações.
Procurada na semana passada, a PM disse que assuntos relativos às vacinas devem ser tratados com a Secretária da Saúde. A pasta, por sua vez, não comentou os aspectos de segurança. Mas emitiu uma nota falando, dentre várias coisas, que conversa com as cidades estratégias como “agendamento e busca ativa nos grupos prioritários”.
