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Coronavírus

“Precisamos nos prevenir mais”, diz médica capixaba infectada

Mesmo utilizando todos os equipamentos de proteção individual para atender pacientes com o novo coronavírus, a médica capixaba Bianca Barbosa Perez ...

Bianca suspeita que a transmissão tenha vindo de um colega de trabalho

Última atualização

Bianca suspeita que a transmissão tenha vindo de um colega de trabalho (Foto: Acervo Pessoal)Mesmo utilizando todos os equipamentos de proteção individual para atender pacientes com o novo coronavírus, a médica capixaba Bianca Barbosa Perez Serrão, de 32 anos, foi infectada pela doença.

O contágio aconteceu no Rio de Janeiro, onde Bianca trabalha há dois meses, e a suspeita é de que a transmissão tenha vindo de outro profissional de saúde. “Estou chamando a atenção para isso: colocamos todos os equipamentos para atender os pacientes, então eu tinha certeza de que não pegaria o vírus de um paciente, mas entre nós, médicos, acabamos ficando expostos”, disse.

A ginecologista e obstetra conversou com a reportagem de A Tribuna sobre sua situação.


ENTREVISTA | Bianca Barbosa


A Tribuna – Quais foram os seus sintomas?
Bianca Barbosa Perez Ferrão – Foi totalmente assintomático. Não tenho sintoma nenhum. Eu só realizei o teste porque uma colega de trabalho positivou. Fiz o teste na terça-feira (7) e na quarta saiu o resultado. Já comecei o isolamento imediato. Se eu não tivesse feito o teste, estaria trabalhando normal, mesmo com a doença.

Então outros médicos estão infectados…
Alguns colegas estão com diversas formas da doença, alguns com sintomas leves, outros sem sintomas, e alguns internados. Grande parte dos profissionais acabou se contaminando por conta do turno do serviço. Nos alimentamos onde vários profissionais se alimentam e usamos os mesmos banheiros. No quarto do plantão, dormem três médicos. Ficamos mais expostos entre nós médicos. Precisamos nos prevenir mais.

Como está sua rotina de isolamento?
Como eu estava há 36 horas fora de casa, imagino que meu marido não esteja contaminado. Eu estou em um quarto e ele em outro e usamos banheiros diferentes. Eu só saio de máscara do quarto e volto para dentro até mesmo para comer.

Acredita que vai passar?
Sou religiosa, então acredito que nada acontece por acaso. Às vezes, isso foi um chamado para que a gente diminua o ritmo de trabalho, pois entramos na loucura de querer ajudar ao máximo. Nos sentimos na responsabilidade de atuar na linha de frente. Mas vamos vencer isso tudo e precisamos do isolamento. Assim que esses 14 dias passarem, volto a trabalhar para tentar melhorar esse cenário.

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