A lista nominal com os profissionais da educação que vão ser vacinados contra a Covid-19 não é mais obrigatória aos municípios. A partir de agora, as prefeituras podem abrir agendamentos, como é feitos com outros grupos prioritários, para organizar a imunização desses trabalhadores.
Na quarta-feira (26), os secretários de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e da Educação, Vitor de Angelo, realizaram um pronunciamento para anunciar que não será mais necessário elaborar listas para organizar a vacinação desses profissionais e a liberação para imunizar professores do ensino superior.
A vacinação dos trabalhadores da educação deve ser realizada por meio de agendamento ou chamamento definido por cada município, de acordo com a Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nº 051/2021.
Na Grande Vitória, as prefeituras de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra começaram nesta semana a abrir agendamentos em seus sites para que esses profissionais possam escolher o dia, horário e local da imunização.
Serra abre agendamento para profissionais da educação nesta sexta
Cariacica abre vagas para vacinar profissionais da educação
No entanto, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) adverte, em nota, que essa imunização deve seguir uma ordem. “A vacinação desse grupo segue o ordenamento de professores, auxiliares de classe e gestores das unidades escolares, e em seguida os demais trabalhadores da escola, de acordo com a organização das equipes municipais”, informa.
Assim, podem ser vacinados nesse momento professores do ensino infantil, do ensino fundamental, médio e superior das redes municipal, estadual, federal e particular, além dos auxiliares de classe e gestores das unidades escolares.
O presidente do Sindicato dos Professores do Espírito Santo (Sinpro-ES), Juliano Pavesi, vê como positivo o fim da listagem nominal e a abertura dos agendamentos para a categoria.
“Ainda estamos tendo uma certa dificuldade no agendamento, porque está tendo uma procura grande, mas a quantidade de vacina ainda não é grande. Algumas prefeituras ainda não colocaram o agendamento no site também, mas estamos monitorando para tomar a ações para garantir o direito dos professores se for preciso”, afirmou ele.
No ato da vacina, o profissional da educação deve comprovar o vínculo com a escola por meio de declaração emitida pela instituição, carteira de trabalho, contracheque ou outro documento que demonstre essa relação de trabalho.
Esse grupo é estimado pela Sesa em mais de 50 mil profissionais e, até o momento, foram distribuídas doses para atender a 32.626 trabalhadores, o que representa 63% desse público.
Relembre
Iniciada no dia 15 de abril, a vacinação dos profissionais da educação foi dividida em duas etapas. Nessa primeira, são imunizados os professores, auxiliares de classe e gestores das unidades. Em uma próxima sertão vacinados os demais trabalhadores, incluindo os terceirizados, por exemplo, serventes.
A organização da campanha para de vacinação desse grupo começou com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) compilando os nomes dos trabalhadores, de acordo com a faixa etária – inicialmente, de 50 a 59 anos -, enviados pelas entidades que representam as escolas públicas, privadas, municipais, estaduais e federais.
Essa listagem era enviada para a Sesa, que encaminhava aos municípios para que as secretarias de saúde marcassem a imunização de cada trabalhador.
A lista era devolvida a Sedu, já com as datas, horários e locais da imunização de cada um dos profissionais. O documento era publicado no site da secretaria para que a categoria tivesse acesso a essas informações e se dirigir ao local de vacinação.
No entanto, isso mudou nas últimas semanas, com a lista sendo divulgada pelas próprias prefeituras em seus sites e não mais pela Sedu.
Nesta quarta, foi informado que não é mais necessário elaborar listas e os trabalhadores podem realizar o agendamento pelo próprio site da prefeitura da cidade onde reside, como acontece com os demais grupos prioritários.
