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Coronavírus

“Retorno das aulas em escolas não depende de leito de UTI”, diz Casagrande

O governo anunciou nesta quinta-feira (25) que as atividades remotas feitas pelos estudantes da rede estadual em casa, durante a pandemia, pelo ...

De acordo com a pesquisa, entre 19 e 25 de janeiro, havia ao menos um caso de de Covid-19 no Brasil

Última atualização

O governo anunciou nesta quinta-feira (25) que as atividades remotas feitas pelos estudantes da rede estadual em casa, durante a pandemia, pelo aplicativo EscoLAR, vão valer como carga horária a partir de quarta-feira (1º). A reabertura das escolas segue sem previsão no Estado, mas o governador Renato Casagrande descartou que isso possa acontecer no próximo mês. 

O anúncio da retomada do ano letivo com aulas a distância foi feito em coletiva transmitida pela internet, que também contou com a participação do secretário estadual da Educação, Vitor de Angelo. 

Durante a transmissão, o governador ressaltou que houve uma estabilização pela demanda por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado, mas que o retorno das aulas presenciais não depende desse parâmetro. 

“Para retorno de escolas não é leito de UTI. Para a escolas, (o que vale) é índice de transmissão (do coronavírus). Se não tivermos uma queda no índice de contágio, não podemos reabrir as escolas. Não podemos colocar nossas crianças e professores em risco”, frisou.

De acordo com ele, a terceira fase do inquérito sorológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mostrou que essa taxa de transmissão (RT) está em torno de 1,62 no Estado, segundo Casagrande. Isso significa que 10 pessoas podem contaminar outras 16.

“É um processo de transmissão crescente. Precisamos que esse RT fique em 1 ou abaixo de 1 para ter uma redução da pandemia. Quando tiver o número de casos ativos inferior ao de curados é uma segurança. A escola é local de muita interação. O aluno sai de uma comunidade, vai para escola onde encontra mais 600, 700, 800 alunos e servidores. Precisamos estar com a pademia controlada para não causar nenhum problema para os professores, servidores, alunos e para a família desses alunos”, explicou ele. 

O governador também reforçou que a ideia é que todas as escolas voltem ao mesmo tempo e com o mesmo protocolo, incluindo instituições municipais e particulares. No entanto, explicou que a realidade da doença pode levar a outra situação.

A quarta fase do inquértio sorológico foi finalizada nesta semana e os dados ainda estão em fase análise. Esse levantamento vai mostrar se houve mudança na taxa de transmissão. 

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