
Apesar das preocupações com a segurança e a eficácia da vacina, o país tem o objetivo de ser o primeiro do mundo a ter um imunizante aprovado. A pesquisa está sendo realizada pelo Instituto Gamaleya, que tem sede em Moscou.
Segundo as autoridades consultadas pela CNN, os primeiros a receber a aplicação das doses serão os profissionais da saúde.
Na última segunda-feira, o instituto estatal russo de virologia Vector iniciou testes em seres humanos da segunda candidata a vacina contra o novo coronavírus no país.
Nesta fase, cinco voluntários receberam as doses. O instituto está trabalhando com seis potenciais vacinas contra Covid-19.
A vacina teria vindo do Instituto Gameleya e autoridades de saúde russas informaram que o país almeja produzir 200 milhões de doses até o fim do ano. Os pesquisadores teriam testado as vacinas neles mesmos para avaliar a efetividade do projeto para desenvolver uma resposta imune.
Não está claro qual é o grau de proteção imunológica que a vacina seria capaz de criar. Para proteger dos efeitos prejudiciais da infecção, ela precisa não apenas gerar uma leve resposta imune, mas produzi-la de tal forma que minimize ou neutralize sintomas como febre e dificuldade para respirar.
Os Estados Unidos contam com projetos em fase avançada de testes, como o da Moderna e o da Pfizer, que estão na fase 3, envolvendo testes em humanos. Esses projetos já tiveram a segurança e a resposta imune comprovadas.
O projeto da vacina russa não parece ter passado pelas mesmas etapas que as dos americanos, apesar de também estar em fase final de avaliação.
De acordo com a Bloomberg, o instituto russo não publicou os resultados do estudo de sua vacina, que envolveu cerca de 40 pessoas, e, mesmo assim, iniciou a próxima etapa de avalição do projeto.
O Reino Unido também está na corrida pela vacina com um projeto da Universidade de Oxford junto com a AstraZeneca, que é testada no Brasil, entre outros países.