Como alternativa para compensar as perdas na aprendizagem causadas pela pandemia, especialistas afirmam que uma opção seria a implementação do 4º ano letivo, em todo o País.

Para o coordenador de projetos do Movimento Todos pela Educação, Ivan Gontijo, os alunos do 3º ano são os mais prejudicados com a suspensão das aulas presenciais.
“A ideia do 4º ano já foi levantada por estados como São Paulo e Maranhão. A princípio, é uma ideia interessante, porque esses alunos foram mais prejudicados e, dessa forma, eles teriam apoio e mais condições de competir em um vestibular”, disse.
“Caso não dê para oferecer para todos os alunos do 3º ano, devemos priorizar os estudantes mais vulneráveis, ou seja, aqueles que tiveram menos acesso aos recursos tecnológicos. Esses são alunos que, com certeza, devem ter acesso ao quarto ano letivo”, frisou.

Doutora em Educação, Edna Tavares pontuou que propostas como o 4º ano devem ser analisadas com critério. “É óbvio que toda possibilidade que possa acrescentar ou enriquecer conhecimento é bem-vinda, mas o fator determinante é a real aplicabilidade”.
Para a professora e psicopedagoga Maria José Cerutti, mestre em Educação, o 4º ano traria muito acúmulo para o aluno. “Essa alternativa é apenas se não houver outro jeito, mas é muito sacrificante para o estudante”.
Autor do Modelo Teórico-Tecnológico da Educação 4.0 e fundador e atual presidente do Instituto Galileo Galilei para a Educação, Cassiano Zeferino destacou que as aulas em todo o País não voltarão como era antes.
“O que se espera dos gestores é tomada de decisão e atitude, para buscar solução. A educação não deixará mais de ser digital. Precisamos vencer essa barreira”.