Em meio à pandemia do novo coronavírus e a queixas por parte de usuários do transporte coletivo com relação a aglomerações nos ônibus, os nove terminais do sistema Transcol vão ter mais 40 câmeras capazes de detectar pessoas próximas uma das outras, além de botão do pânico.
De acordo com o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, as tecnologias fazem parte da central de videomonitoramento, que está iniciando a operação.
“Temos 30 câmeras nos terminais que giram 360 graus. A partir de agosto, vamos ter mais 40 câmeras com software capaz de detectar aglomerações. Elas são fixas, sendo que sete já estão em teste”, salientou.

Ele enfatizou que as câmeras também ajudam a identificar filas com pessoas muito próximas umas das outras por um tempo maior, assim como os ônibus com desembarque muito cheio.
“Será possível analisar de forma remota toda operação. Se um ônibus está com uma demanda grande, os fiscais que estão no terminal poderão ser acionados para colocar um carro reserva, por exemplo”, explicou o secretário.
Botão do pânico
Outra novidade que está sendo implantada é um botão do pânico. Os equipamentos de acionamento do botão ficam com fiscais nos terminais. No caso de algum problema, como assalto, furto, brigas ou confusão causada por aglomerações, o fiscal pode apertar o botão.
Nesse momento, será emitido para a central de videomonitoramento um sinal sonoro informando o terminal em que está ocorrendo a situação.
“Tudo é acompanhado pelas câmeras para que providências sejam tomadas. Estão sendo criados protocolos para cada situação, de como podem proceder, por exemplo, acionando o Ciodes (Centro Integrado Operacional de Defesa Social) ou falando com as pessoas, por meio de um sistema de som”.
SAIBA MAIS
Central de Videomonitoramento
- O Sistema Transcol agora tem uma nova central de videomonitoramento, interligada a 30 câmeras instaladas nos nove terminais. Elas giram 360 graus e são capazes de aproximar imagens, de acordo com o interesse do operador em determinados pontos.
- A central ainda vai ter mais 40 câmeras de detecção de aglomerações, botão do pânico e sistema de avisos sonoros.
- Para operar as câmeras e avaliar a situação dentro dos terminais, três fiscais – cada um responsável por terminais de um dos municípios – vão atuar de forma remota, além de um funcionário das empresas que operam o sistema. Eles estarão em contato com fiscais que estão de forma presencial nos terminais.
Monitoramento das viagens
- Outra central já monitora, por meio de GPS instalado nos ônibus, as viagens feitas, velocidade dos ônibus e onde está cada um dos veículos. Além de alimentar o aplicativo Ônibus GV, as informações servem para avaliar a necessidade de adequar número de viagens em cada linha e melhorias do sistema.
Câmeras com detector de aglomerações
- A partir do mês que vem, começam a funcionar mais 40 câmeras com software capaz de detectar aglomerações.
- Nesse caso, pessoas que estão a menos de 1,5 metro de outras ficam circuladas de vermelho nas imagens. Já pessoas que estão mantendo a distância de mais de 2 metros ficam verdes. Em amarelo estão pessoas entre 1,5 metro e 2 metros.
- Sete câmeras já estão em teste. A tecnologia gera relatórios de percentual de pessoas muito próximas em cada um dos terminais, por exemplo. Mas os dados ainda estão sendo ajustados e vão ajudar a evitar aglomerações.
Sistema sonoro
- Outra novidade é que, de forma remota, pelos computadores da central de videomonitoramento, será possível emitir avisos para os terminais, como para pedir que as pessoas mantenham distância.
- Os operadores também podem falar por meio dos autofalantes dos terminais para alguns setores de determinado terminal. Podem, por exemplo, chamar a atenção de usuários de uma linha que não estão respeitando a marcação de distância.
Botão do pânico
- Um equipamento, semelhante a um pequeno controle, pode ser acionado por fiscais que estão dentro dos nove terminais do Transcol em caso de detectar problemas nos locais.
- O botão poderá ser acionado em situações diversas, como no caso dos fiscais presenciarem brigas, assaltos, pessoas que passarem mal ou até mesmo por causa de aglomerações.
- Ao apertar o botão, é emitido imediatamente na central um sinal sonoro com giroflex, informando para a equipe em qual terminal está ocorrendo a situação.
- Um protocolo está sendo elaborado este mês para indicar as ações que devem ser tomadas pelos funcionários que estão na central de videomonitoramento, como acionar o Ciodes, Samu ou mesmo emitir avisos sonoros para as pessoas que estão nos locais.
Marcações
- Ainda nesta semana, a Ceturb irá finalizar as marcações no chão dos terminais para que as pessoas aguardem na fila com segurança e com distanciamento entre elas.
Fonte: Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).
Mais 100 ônibus vão reforçar as viagens
Outra medida para reduzir as aglomerações nos ônibus é o reforço de mais 100 ônibus circulando a partir do dia 3 de agosto. O secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, afirmou que a frota, hoje, é de 1.100 ônibus e passará a operar com 1.200. Para isso, a operação irá sofrer alteração, com mais viagens.

Damasceno ainda explicou que das 20 mil viagens realizadas por dia (considerando ida e volta), estão sendo feitas 18 mil.
“Estamos nos adequando para evitar aglomerações, com regras de abrir somente a porta do meio. Vai ter fiscal e os ônibus não saem dos terminais se não estiverem todos de máscara. Mesmo assim, as pessoas também vão ter que respeitar as regras de afastamento”.
As medidas tomadas pelo governo foram apresentadas em um protocolo enviado pela secretaria em resposta a uma recomendação do Ministério Público Estadual.