Tosse seca, perda do paladar, febre e falta de ar são sintomas já conhecidos do novo coronavírus (Covid-19). Mas parte dos pacientes não tem sintoma algum, o que pode dificultar o diagnóstico. Para esses casos, a informação da contaminação fica muitas vezes por conta do acaso.
Foi o que aconteceu com o maestro Max Carvalho, de 36 anos. Ele contou que estava para viajar durante o feriado de Corpus Christi onde teria contato com outras pessoas que estavam isoladas, por isso, dias antes, resolveu fazer um exame chamado de RT-PCR.
“Para não ter risco e ficar mais tranquilo, fiz o exame na rede particular, pois a gente acaba indo a supermercado, farmácia, trabalho e tendo contato com outras pessoas. Para mim não tinha lógica testar positivo, pois não sentia nada, e ninguém próximo, com quem tive contato, teve. Mas veio a surpresa no exame com a detecção da Covid”.
O maestro revelou que logo que soube se isolou da família e inicialmente não tomou medicamento por não ter sintomas.
“Fiquei incrédulo com o resultado. Foi um desespero e toda a família fez o teste também, pois achamos que todos poderiam ter sido contaminados. E, para surpresa, ninguém mais tinha o vírus”.
Segundo Max, na semana seguinte o exame foi repetido e, novamente, teve resultado positivo, com uma carga viral já mais baixa.
“Nessa hora, a ficha caiu. Eu realmente tinha a Covid. Tomei a medicação indicada pelo médico. Isso acaba mexendo com o nosso psicológico. Todo dia eu acordava esperando ter sintomas, mas nunca vieram. Fiz o terceiro exame e finalmente deu negativo”.
Para Max, o melhor de toda a experiência foi realmente não ter contaminado ninguém da família e amigos.
“Graças a Deus estão todos bem. Quando fiquei sabendo do resultado, liguei para algumas pessoas que tive contato para avisar. Tenho uma filha diabética tipo 1, então o medo de contaminar alguém era grande. Por isso a importância de manter cuidados”.
E completou: “Fico muito feliz e agradecido por ter tido essa sorte, que sei que muitos não estão tendo, mas deixo a mensagem positiva a todos que é possível superar a doença”.
