O Estado vai receber R$ 36 milhões da Samarco, BHP Biliton e Vale para combater a pandemia no novo coronavírus. O dinheiro foi liberado pela Justiça Federal em Minas Gerais e é referente ao rompimento da barragem em Mariana, que aconteceu em 2015.
Minas Gerais, onde fica o município mais atingido pela tragédia, vai receber R$ 84 milhões para usar nas ações contra a Covid-19.
O Ministério Público Federal (MPF), “por meio da força-tarefa que atua no caso Samarco, se manifestou favorável ao pedido feito pelos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, desde que a ordem de liberação dispusesse expressamente que os recursos fossem ser aplicados em obras de infraestrutura ou aquisição de material e insumos para melhoria do serviço público de saúde”.
O valor pode ser aplicado na compra de “equipamentos médicos, como respiradores pulmonares, monitores cardíacos, camas hospitalares, aparelhos de tomografia, hospitais de campanha, ambulâncias, ou, ainda, reformas de áreas hospitalares com vistas à sua ampliação e consequente oferta de novos leitos no sistema público de saúde”.
“Na manifestação enviada ao juiz da 12ª Vara Federal, o MPF acatou a sugestão dos dois estados na divisão proporcional ao alcance dos danos socioeconômicos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão. Nesse caso, 70% do valor foi destinado para Minas Gerais e o restante (30%) para o Espírito Santo”, explicou o MPF.
Ainda de acordo com o MPF, inicialmente, os dois estados pediam a liberação de R$ 100 milhões. “Ao intimar as empresas Samarco, BHP Biliton e Vale para saber o valor atualizado das garantias instituídas pelo acordo, foi informado que o saldo atual era de R$ 120.125.837,00”, afirmou.

